Se você puder pagar à partir de R$ 500 em Belo Horizonte, pode se consultar com a própria secretária de Saúde, Cláudia Navarro: “pode agendar com tranquilidade, que estarei aguardando”.

Mas se você não puder arcar com este luxo, provavelmente vai encarar horas de dor, sofrimento e descaso.

Como mostrou reportagem da Itatiaia nesta quinta-feira, 9, vários centros de saúde de BH tem horário, literalmente, de fachada. Apesar de estar anunciado nas portas que o funcionamento vai até as 19h, depois das 18h a equipe de jornalismo da rádio não conseguiu ser atendida em 80% dos centros visitados.

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Causou certo espanto, surpresa, mas a Prefeitura de BH resolveu responder à Itatiaia: “A Secretaria Municipal de Saúde informa que vai apurar a situação enviada pela reportagem. A orientação repassada às unidades de saúde é a de garantir o acolhimento ao usuário, por um profissional de saúde, durante todo o horário de funcionamento do centro de saúde”.

Também nesta quinta, outro veículo mostrou que a situação nas UPAs era caótico. O Tempo registrou paciente com covid esperando horas no meio de todo mundo e até pacientes com hemorragia sem previsão de atendimento.

Em um esforço que parece ter sido incomum para um único dia, a PBH também respondeu ao jornal:

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“Secretaria Municipal de Saúde informa que o paciente estava aguardando atendimento na recepção e não havia informado à equipe  sobre o teste positivo para Covid-19. É importante reforçar que todas as unidades estão orientadas a seguir as regras e, sendo assim, na área interna há separação entre os pacientes com sintomas respiratórios dos demais”.

Nesta sexta, 10, às 11h, a secretária de Saúde se pronunciará em coletiva de imprensa.

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