A pandemia do novo coronavírus trouxe um cenário receoso para a economia de Minas Gerais. A previsão da Fiemg era de que a retração do Produto Interno Bruto (PIB) estadual seria superior à média nacional, que deve girar em torno de 6%. Entretanto, o presidente da Federação, Flávio Roscoe, afirmou que o estado pode acabar com um revés menos impactante do que a média nacional.

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Flávio Roscoe, pres. da Fiemg – 12/06/18
CRÉDITO:ALISSON J. SILVA

De acordo com Roscoe, o enquadramento da Indústria como serviço essencial em Minas, logo no início da pandemia, diminuiu o impacto econômico no estado e trouxe para cá demandas de outros locais com fechamento mais rígido.

“Achávamos que (o impacto) seria maior em Minas Gerais em função da atividade econômica do Estado, que seria mais afetada que a média do Brasil, que esperamos retração do PIB de 6%. Mas, com a manutenção da indústria funcionando, estamos mudando esse pensamento. Como aqui estava funcionando, pegamos pedidos de outros estados que estavam parados e, por isso, Minas Gerais pode ter perda menor que o restante da economia brasileira, enquanto nós mesmos esperávamos uma queda maior”, explicou Roscoe.

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Empregos

Apesar do cenário promissor, o presidente da Federação explica que a expectativa positiva depende diretamente do tempo em que a pandemia e suas restrições vão durar.

“Só a Fiemg assinou acordos para manter cerca de 300 mil empregos, estes já garantidos em função do acordo usando parte dos recursos do governo federal. São aqueles casos em que os trabalhadores tiveram redução de jornada ou paralisação. Temos 09 milhões de trabalhadores e estamos segurando esses empregos. Só para citar um exemplo, nos EUA eles tiveram 30 milhões de desempregados, apesar de terem uma população cerca de 60% maior. Mas aqui tivemos cerca de 800 mil, uma diferença muito grande. Se preservarmos empregos e renda da população teremos uma retomada mais rápida”, afirmou.

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