O subsecretário em Vigilância e Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), admitiu que pode ocorrer subnotificação dos casos de COVID-19 no estado. De acordo com ele, a secretaria trabalha com a estimativa de um para cada 10 casos. A afirmação foi feita durante entrevista coletiva nesta terça-feira (26). O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral também estava presente.

“Dentro de uma lógica de vigilância, é natural supor que você tem um grau de sub detecção e um grau de subnotificação. Isso para qualquer patologia, em qualquer momento. Isso antes, durante e após o COVID. Para qualquer patologia, existem inúmeras pessoas lá fora, que nós não temos capacidade de fazer o diagnóstico de todas elas”, afirmou Dario.

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A admissão ocorreu após denúncias de que o Governo de Minas estava subnotificando os casos de COVID-19 no estado devido aos números de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estarem elevados, sem testes.

O subsecretário afirmou que em patologia não é possível saber o número certo de casos. Então, ele fez uma comparação do coronavírus com a febre amarela. Segundo Dario, quando as doenças apresentam sintomas mais graves, como é o caso da febre amarela, a subnotificação pode ser menor, mas ainda ocorre.  Ele ainda afirmou que pessoas com quadros mais leves e assintomáticos não procuram o sistema de saúde e por isso não é realizada a notificação.

De acordo com Dario, Minas Gerais realizou menos testes que outros estados por ter menos casos graves.

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O subsecretário ainda informou que foram distribuídos 551 mil testes rápidos para os municípios do estado. Segundo ele, a prioridade é para os funcionários da área de saúde e segurança com sintomas, para que possam retornar ao trabalho. Porém, o destino desses testes vai depender de cada prefeitura.