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A estratégia do Fecomércio para levar arte para as ruas de Minas com o SESC

O Sistema Fecomércio MG, por meio do Sesc em Minas, realiza a segunda edição do TRUPI — Festival Itinerante de Artes Cênicas entre abril e setembro de 2026, com entrada gratuita e apresentações em espaços públicos. A abertura acontece em Belo Horizonte, de 24 a 26 de abril, com homenagem ao Grupo Galpão. Depois da capital, o festival segue para Lavras, Teófilo Otoni e Guaxupé, além de um quarto destino ainda a ser anunciado pelo Sesc.

Criado em 2024, o TRUPI foi pensado para estimular a circulação de grupos teatrais mineiros e reforçar a ocupação artística de ruas, praças e espaços de livre acesso. A curadoria de 2026 prioriza trabalhos concebidos especificamente para a rua, com o objetivo de aproximar artistas e público em um ambiente aberto e cotidiano — sem ingresso, sem palco convencional e sem distância entre a cena e quem passa.

O formato se repete em todas as cidades da itinerância: espetáculo na sexta à noite, oficina no sábado de manhã e novas apresentações ao longo do fim de semana. Os grupos participantes — Circus Zu, Camaleão Grupo de Dança, Grupo Oriundo e Ovorini Carpintaria Cênica — foram selecionados em chamamento público realizado no fim de 2025.

Programação em Belo Horizonte

A abertura acontece na sexta-feira, 24 de abril, às 20h, com o espetáculo De Tempos Somos, do Grupo Galpão, na Praça da Assembleia (Praça Carlos Chagas, s/n — Santo Agostinho).

No sábado, 25, às 8h, o Sesc Tupinambás (Rua dos Tupinambás, 908 — Centro) recebe a oficina de teatro Cena Narrativa, com a Ovorini Carpintaria Cênica — inscrições gratuitas pelo Sympla. A Praça da Assembleia concentra o restante da programação do dia: Circus Zu Show, às 10h; Recriar, do Camaleão Grupo de Dança, às 15h; e Festa do Pijama, do Grupo Oriundo, às 20h.

Foto: Junio Souza

No domingo, 26, às 9h, a programação em BH encerra com O Felizardo, da Ovorini Carpintaria Cênica, também na Praça da Assembleia.

O histórico que justifica a aposta

A primeira edição do TRUPI, realizada entre 2024 e 2025, reuniu cerca de 8,2 mil pessoas em Belo Horizonte, Manhuaçu, Leopoldina, Itajubá e Muzambinho, com apresentações de Cia. Bando, Trampulim, 1º Ato e Mambembe Teatro de Rua. O grupo homenageado naquele ciclo foi o Ponto de Partida.

O número revela a vocação do projeto: nascer pequeno no formato, mas com ambição clara de formação de público e interiorização da cultura — levando programação de qualidade a cidades que raramente recebem festivais de artes cênicas com essa estrutura.

Fecomércio e Sesc: cultura como acesso e circulação econômica

O TRUPI se encaixa em uma estratégia mais ampla do Sistema Fecomércio MG de usar a cultura como ferramenta de acesso público e circulação econômica. A entidade afirma representar mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos em Minas Gerais, com 87 anos de atuação no estado, e administra o Sesc e o Senac em Minas. No caso do festival, a aposta é objetiva: programação gratuita em espaços abertos, ampliação do acesso às artes cênicas e fortalecimento da cena artística mineira fora dos palcos tradicionais.

A programação completa e as inscrições para a oficina estão disponíveis em mais.sescmg.com.br/trupi.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.