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Santos tem oito contratos no limite e Cuca decide o futuro de cada um

O Santos entra em uma fase decisiva dentro e fora de campo. Oito jogadores estão com contrato prestes a vencer: Neymar, Gabriel Menino, Gabriel Barbosa (Gabigol), Lautaro Díaz, Willian Arão, Gonzalo Escobar, Alex e Tomás Rincón. O pano de fundo torna o cenário ainda mais delicado: o clube vive mudança de comando com Cuca recém-chegado, tenta encontrar uma base de 14 a 15 atletas para a sequência e entra pressionado no Brasileirão, com apenas sete pontos em oito rodadas.

Neymar, Gabigol e Menino concentram o maior peso político

O caso de Neymar é o mais simbólico. O Santos anunciou em janeiro a renovação do craque até o fim de 2026, mas o debate real já é outro: se haverá ambiente esportivo e físico para estender a permanência além deste ciclo. O camisa 10 segue com controle de carga e foi preservado recentemente. A continuidade para 2027 dependerá menos de desejo e mais de disponibilidade física e protagonismo em campo.

Gabriel Barbosa e Gabriel Menino vivem cenário diferente: ambos chegaram por empréstimo até o fim de 2026, vindos de Cruzeiro e Atlético-MG, respectivamente. Gabigol está fora do jogo contra o Remo por edema na panturrilha direita e deve voltar apenas diante do Flamengo. Menino sofreu lesão no músculo posterior da coxa direita e virou desfalque. Se forem protagonistas com Cuca, o clube será empurrado a negociar permanência. Se perderem espaço, a tendência é retorno aos clubes de origem.

Lautaro Díaz é o contrato mais urgente

Raul Baretta / Santos FC

Entre todos, o nome mais delicado é o de Lautaro Díaz. O atacante pertence ao Cruzeiro e tem contrato com o Santos apenas até 31 de julho de 2026 — prazo que encurta demais a margem de manobra, ainda mais porque a janela para novas inscrições no futebol brasileiro só reabre em 20 de julho. Na prática, o clube terá pouquíssimo tempo para decidir se tenta prorrogar, comprar, devolver ou encerrar o ciclo. É o contrato mais explosivo da lista.

Arão, Escobar, Alex e Rincón dependem de espaço

Nos demais casos, o desenho é mais técnico. Willian Arão, com vínculo definitivo até dezembro de 2026, foi testado por Cuca até em linha com três defensores, numa tentativa de ampliar sua utilidade na saída de bola. Escobar aparece entre os titulares prováveis contra o Remo e hoje tem o cenário mais favorável a uma conversa futura. Alex depende de minutos em setor com mais concorrência. Rincón vive roteiro curioso: estava fora dos planos, foi liberado para buscar outro destino, pediu nova chance e Cuca passou a reavaliar seu papel.

O campo vai filtrar tudo no Santos

A fotografia de hoje ainda é provisória. Neymar é peça de projeto. Gabigol e Menino precisam mostrar impacto para virar negociação definitiva. Lautaro exige pressa. Escobar larga bem posicionado. Arão tenta se reinventar. Alex precisa de minutos. Rincón tenta sobreviver pela experiência.

O que pode mudar tudo é justamente o campo: se o Santos reagir no Brasileirão e Cuca fechar sua espinha dorsal, alguns contratos deixam de ser problema e passam a ser prioridade.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.