O Santos Futebol Clube vive um momento de “silêncio barulhento” nos bastidores. Após a dolorosa e precoce eliminação no Campeonato Paulista para o Novorizontino no dia 22 de fevereiro, a diretoria e a comissão técnica transformaram a frustração em uma “intertemporada” forçada. O período de testes, no entanto, acabou.
Na próxima terça-feira (10), às 21h30, o Peixe volta aos gramados para encarar o Mirassol, no estádio Maião, em duelo válido pela quinta rodada da Série A do Brasileirão.
Mais do que a disputa por três pontos, o confronto simboliza o verdadeiro recomeço do Santos na temporada 2026. A torcida exige respostas: afinal, o que Juan Pablo Vojvoda fez com as quase três semanas de calendário livre?
O laboratório na Vila e o imponderável do Catar
A ordem no CT Rei Pelé foi clara: estancar os erros defensivos do início do ano e acelerar a integração do pacote de seis reforços fechados na janela. A evolução física foi o foco, e peças como o volante Agustín Oliva já avisaram publicamente que estão 100% prontas para a estreia, prometendo a intensidade que faltou no estadual.
Contudo, Vojvoda esbarrou em um problema que estava fora do roteiro esportivo. A principal contratação para blindar a defesa, o zagueiro Lucas Veríssimo, teve sua chegada ao Brasil atrasada devido ao fechamento do espaço aéreo no Catar.
Sem o seu “xerife” imediato, o treinador argentino terá que provar na prancheta que as variações táticas treinadas na folga do calendário são suficientes para organizar o setor defensivo.
Análise Moon BH: A armadilha do recomeço para o Santos?
Com um elenco encorpado e a badalada renovação de Neymar, cair cedo no estadual foi uma quebra grave de expectativa. A partida em Mirassol carrega uma pressão silenciosa porque é o gatilho de uma sequência brutal que pode definir a paz do clube no semestre.
Logo na sequência, o Santos encara um clássico contra o Corinthians (dia 15) e uma pedreira contra o Internacional (dia 18). Se Vojvoda apresentar um time organizado e vencer no interior paulista, a crise do Paulistão vira página virada e o time ganha moral. Por outro lado, se a apatia se repetir, a bomba-relógio da cobrança explodirá na Vila Belmiro antes mesmo do Brasileirão engrenar.