O Santos ligou o modo “garimpo de urgência” no mercado da bola. Após ver a negociação pelo zagueiro Marco Di Cesare subir no telhado por falta de dinheiro à vista, a diretoria do Peixe foi bombardeada com sugestões de intermediários. O nome que mais chamou a atenção e que agora está sob análise na Vila Belmiro é de peso: Paulo Díaz, xerife do River Plate e da Seleção Chilena.
A informação (apurada pelo jornalista Lucas Musetti) aponta que o veterano de 31 anos foi oferecido ao clube, que agora estuda a viabilidade financeira antes de oficializar qualquer proposta.
Por que Di Cesare “Melou”?
Para entender a chegada de Paulo Díaz na pauta, é preciso olhar para o que deu errado antes. O Santos tinha tudo engatilhado com o Racing por Marco Di Cesare (operação de R$ 31 milhões). O problema? Os argentinos exigiram 80% do valor à vista (R$ 24,8 milhões na bucha). Sem esse fluxo de caixa imediato, o Santos precisou puxar o freio de mão e olhar para outras opções (como Thiago Martins e Kevin Cuesta, que também foram oferecidos).
O “Plano B” de Luxo: Quem é Paulo Díaz?
O chileno não é uma aposta, é uma realidade.
- Perfil Pragmático: Aos 31 anos, é um zagueiro rodado, acostumado a jogar Libertadores e competições de alto nível. Tem a “casca” que o Peixe precisa para não sentir a pressão de vestir a camisa alvinegra.
- O Obstáculo: Díaz tem contrato com o River Plate até dezembro de 2027. Ele não está livre no mercado.
A Engenharia Financeira Necessária
Se o Santos travou em R$ 24 milhões à vista por Di Cesare, como vai pagar Paulo Díaz? O Peixe só avançará se os argentinos (ou o estafe do atleta) aceitarem um modelo de negócio flexível. O clube estuda duas vias:
- Empréstimo (com ou sem gatilhos de obrigação de compra).
- Compra parcelada em longo prazo, diluindo o impacto no caixa de 2026.
O Santos vive um dilema cruel de janela de transferências: pagar caro por “segurança imediata” ou apostar em garotos mais baratos que podem tremer na Vila.