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Santos faz faxina no elenco e prepara ‘bota fora’ de Rincón e Basso

A diretoria do Santos resolveu agir com frieza e ligou o modo “faxina” na Vila Belmiro. A noite de quarta-feira (18) trouxe a notícia que muitos torcedores esperavam: o clube encaminhou a rescisão contratual do volante Tomás Rincón e do zagueiro João Basso. A dupla, que estava totalmente fora dos planos para 2026, deve esvaziar os armários ainda neste fim de semana.

O movimento tem dois objetivos claros: aliviar a folha salarial para buscar reforços urgentes (especialmente na zaga) e tentar organizar a casa antes que uma bomba jurídica exploda no colo do presidente Marcelo Teixeira.

Rincón: 7 Minutos e Custo Alto

O caso do venezuelano Tomás Rincón é pragmático. Mantido no elenco como uma “liderança de vestiário”, ele perdeu completamente o espaço no campo.

  • O Fator Decisivo: O volante jogou míseros 7 minutos no Paulistão inteiro. Com contrato até o fim de 2026, o custo-benefício se tornou insustentável. A rescisão abre um respiro vital no orçamento.

O “Pesadelo” Basso no Santos e o Transfer Ban

A saída de João Basso é mais complexa e assustadora. O zagueiro virou última opção na fila da defesa, mas seu nome está ligado a um trauma recente: o Transfer Ban. A Corte Arbitral do Esporte (CAS) condenou o Santos a pagar cerca de € 2,6 milhões (R$ 16,5 milhões) ao Arouca (Portugal) pela compra do atleta. O prazo de 45 dias está correndo. Atenção torcedor: Mandar Basso embora não apaga a dívida. O Santos ainda precisa pagar os R$ 16 milhões para não ser proibido de inscrever jogadores pela FIFA. A rescisão apenas corta o salário mensal de uma peça inútil no esquema atual.

A Caçada Frustrada por um Xerife

Enquanto corta na carne, o Peixe sofre para repor. A diretoria foi ao mercado atrás do zagueiro Marco Di Cesare, do Racing, mas tomou um banho de água fria. Os argentinos exigiram o pagamento de 80% do passe à vista (cerca de R$ 24,8 milhões na mesa). Sem esse fluxo de caixa imediato, o negócio travou. Agora, com a saída de Basso e com o setor dependendo basicamente de Luan Peres, Zé Ivaldo e Adonis Frías, o Santos precisará de criatividade (empréstimos ou parcelamentos) para trazer um novo xerife.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.