O Santos mandou um recado direto para a Argentina: aqui não é saldão. O Boca Juniors, interessado na contratação do meia Benjamín Rollheiser, desistiu do negócio após ouvir a pedida da diretoria alvinegra. Para tirar o camisa 10 da Vila Belmiro, o Peixe exigiu nada menos que US$ 16 milhões (cerca de R$ 83 milhões). O valor foi considerado “fora da realidade” pelos argentinos, que imediatamente recuaram e tiraram o time de campo.
O “Muro” de R$ 83 Milhões no Santos
A postura do Santos foi estratégica. O clube não tem interesse em vender um de seus principais ativos “na bacia das almas”.
- O Motivo do Preço: O Santos pagou caro para tirar Rollheiser do Benfica (cerca de R$ 65 milhões na época, a 2ª maior compra da história do clube). Pedir R$ 83 milhões é a única forma de garantir lucro e valorizar o investimento.
- O Contrato: Com vínculo até dezembro de 2028, o Peixe tem a faca e o queijo na mão. Não há pressa e nem necessidade de vender barato.
Boca Juniors “Correu”
Segundo o jornalista Julio Pavoni (TyC Sports), o Boca Juniors até tentou sondar o terreno, mas esbarrou na rigidez santista. O clube argentino esperava uma “oportunidade de mercado”, mas encontrou um Santos blindado, que trata Rollheiser como pilar técnico e financeiro. Sem dinheiro para bancar uma operação desse porte, o Boca encerrou as conversas.
Ativo Valioso
Aos 25 anos, Rollheiser é visto na Vila como um jogador diferente. Canhoto, habilidoso e com passagem pela Europa, ele tem mercado. O Santos sabe disso e usa o interesse estrangeiro para inflacionar o passe. Se alguém quiser levar, vai ter que pagar preço de estrela.
Rollheiser custou caro e tem contrato longo. O Santos se posicionou como time grande: “quer o jogador? A multa é essa”. Isso protege o elenco, valoriza a marca e manda um recado para o mercado: a Vila Belmiro não é vitrine de liquidação. Se o Boca não tem bala na agulha, que procure em outro lugar. Rollheiser fica e joga.