O Santos decidiu que não vai abrir leilão pelo seu goleiro titular. O clube recusou, pela segunda vez, uma investida pesada do Besiktas, da Turquia, por Gabriel Brazão. A oferta mais recente chegou a € 12 milhões (cerca de R$ 74,1 milhões), mas a diretoria nem piscou antes de dizer “não”.
O recado de Alexandre Mattos ao mercado foi dado em alto e bom som: quem quiser tirar Brazão da Vila Belmiro terá que quebrar o porquinho. O Peixe fixou o preço mínimo para começar a conversar em € 15 milhões (R$ 92,7 milhões). Menos que isso, nem adianta ligar.
O “Paredão” Vale Ouro no Santos
Os turcos tentaram duas vezes e falharam em ambas.
- A Primeira Tentativa: No fim de janeiro, ofereceram € 7 milhões (R$ 43 milhões). Recusada de imediato.
- A Segunda Tentativa: Perto do fechamento da janela turca, subiram para € 12 milhões (R$ 74 milhões). Nova recusa.
O Santos entende que perder Brazão agora seria enfraquecer a espinha dorsal do time. Além disso, o goleiro tem contrato longo (até dezembro de 2028) e foi blindado justamente para evitar saídas baratas.
Jogando no Sacrifício
Um detalhe de bastidor aumenta o valor de Brazão perante a torcida e a diretoria. O goleiro tem atuado no sacrifício, convivendo com dores após uma lesão no adutor sofrida no clássico contra o Palmeiras, em janeiro. Mesmo machucado, ele escolheu seguir em campo para não desfalcar a equipe e manter o radar da Seleção ligado. Essa postura de liderança faz com que o Santos o trate como “inegociável”, a menos que a proposta seja irrecusável.
A Barreira dos R$ 92 Milhões
A estratégia é clara: proteger o ativo. Ao pedir € 15 milhões, o Santos coloca um preço de “Europa” em um goleiro que atua no Brasil. É uma jogada de risco calculado. Se o Besiktas (ou outro clube) chegar nesse valor, a venda se torna a maior da história para um goleiro no país. Se não chegarem, o Peixe mantém seu titular absoluto e manda um recado de força: a Vila não é balcão de liquidação.
O Santos acerta em cheio ao endurecer o jogo. Vender Gabriel Brazão por R$ 74 milhões seria um excelente negócio financeiro, mas um desastre esportivo em meio à temporada.
Ao fixar o preço em quase R$ 93 milhões, Alexandre Mattos transforma a negociação em um ultimato: “paga ou esquece”. Isso valoriza o jogador, acalma a torcida (que temia um desmanche) e mostra que o Santos voltou a se comportar como gigante no mercado. Brazão não é apenas um goleiro, é um pilar do projeto 2026. Se quiserem levar, vão ter que pagar o preço de um pilar, não de uma peça de reposição.