O torcedor santista que esperava ver Neymar Jr. em campo no clássico contra o São Paulo precisará de um pouco mais de paciência. Embora o camisa 10 já tenha participado de treinos com bola e atividades em grupo, o Santos optou por uma estratégia de “gestão de risco” para evitar que o retorno do craque se transforme em uma nova recaída.
A decisão do técnico Vojvoda, em conjunto com o departamento médico, foi clara: Neymar só joga quando os picos de intensidade nos treinos não gerarem nenhuma reação negativa no joelho esquerdo.
Neymar passou por uma artroscopia para tratar uma lesão no menisco medial em 23 de dezembro de 2025, após atuar “no sacrifício” na reta final do último Brasileirão. Desde então, o clube segue um cronograma rígido de transição física. O “freio” no clássico serve para proteger o atleta de uma carga aguda de esforço que o joelho, ainda em fase de adaptação pós-cirúrgica, poderia não suportar.
O checklist médico: o que falta para Neymar ser liberado?
Para que Neymar volte a ser relacionado, o departamento médico do Santos aguarda o cumprimento de etapas fundamentais que vão além do “estar sem dor”. O controle é feito através de GPS e monitoramento de carga interna, observando três pontos cruciais:

- Zero Reação Articular: O joelho não pode apresentar edemas (inchaços) ou dores residuais 24 horas após os treinos mais pesados.
- Ritmo Neuromuscular: O atleta precisa recuperar a confiança em movimentos de desaceleração e mudança brusca de direção, ações que mais exigem do menisco.
- Minutagem Gradual: A tendência é que, ao ser relacionado, Neymar jogue inicialmente apenas 15 a 25 minutos, progredindo conforme a resposta do corpo.
Por que o risco de recaída é monitorado de perto no Santos?
O histórico recente de Neymar é o principal motivo para o conservadorismo do Santos. Em 2025, o craque conviveu com interrupções por lesão, e uma nova falha no planejamento poderia comprometer não apenas a temporada do clube, mas também as pretensões do jogador para o ciclo da Copa do Mundo.
Estatisticamente, atletas que voltam de cirurgias no menisco e tentam “pular etapas” para jogos de alta intensidade (como clássicos) correm um risco elevado de lesões musculares compensatórias, especialmente em adutores e posteriores da coxa. O Santos quer evitar que Neymar vire um “bombeiro de crise” e prefere tê-lo como um reforço estruturado para o restante de 2026.