A passagem de Bilal Brahimi pelo Santos entrou para a história como uma das mais bizarras e curtas dos últimos tempos. Sem nunca ter engrenado, o atacante argelino foi oficialmente “despachado” por empréstimo para o Estrela da Amadora, de Portugal.
O jogador deixa a Vila Belmiro com um currículo praticamente em branco: foram apenas 20 minutos em campo com a camisa do Peixe (contra o Bragantino, em 2025) e nenhuma partida disputada na atual temporada.
A “Turista” na Vila Belmiro
A saída de Brahimi é uma confissão de erro da diretoria. Anunciado em setembro de 2025 como uma “oportunidade de mercado” (veio livre do Nice), ele nunca justificou o investimento.

- O Sumiço: Em 2026, mesmo inscrito, ele sequer entrou em campo.
- O Corte: Na reta final do Brasileirão passado, o técnico Juan Pablo Vojvoda perdeu a paciência e parou de relacionar o jogador, deixando claro que ele não fazia parte dos planos.
Pressão em Alexandre Mattos no Santos
A contratação de Brahimi virou munição contra o executivo de futebol, Alexandre Mattos. O nome do atacante foi citado em coletivas e bastidores como exemplo de erro de avaliação. Ao emprestá-lo agora para Portugal até o meio do ano, o Santos tenta “limpar a pauta” e reduzir o ruído sobre um ativo parado que só gerava custo e críticas.
A Rota de Fuga: Estrela da Amadora
O destino é o Estrela da Amadora, clube português que buscou reforços de última hora na janela de inverno.
- O Objetivo: Tentar fazer o jogador atuar. Se Brahimi jogar bem em Portugal, ele volta valorizado (seu contrato com o Santos vai até o fim de 2026).
- O Risco: Se ele não jogar lá fora também, o Santos terá que resolver o problema novamente em julho, quando ele retornar.
O empréstimo de Brahimi é menos sobre futebol e mais sobre gestão de erro. O Santos contratou, não usou e viu o ativo virar um “fantasma” no CT Rei Pelé.