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Santos perde prazo, Arábia fecha a porta e zagueiro que “errou tudo” fica: R$ 22 Milhões

O relógio jogou contra e o Santos terá que conviver com um problema milionário no elenco. A negociação para emprestar o zagueiro Alexis Duarte ao Al-Ittihad (Arábia Saudita) colapsou no último minuto. A janela de transferências saudita fechou nesta segunda-feira (2) sem que a papelada fosse concluída.

O resultado? O defensor paraguaio, que virou alvo da fúria da torcida após uma atuação desastrosa na estreia do Brasileirão, treinou normalmente no CT Rei Pelé e continua na folha de pagamento do clube.

O “Mico” da Estreia e o Custo Alto ao Santos

A pressa do Santos em negociar Alexis Duarte não era por acaso. O zagueiro carrega dois pesos nas costas:

  1. O Preço: Contratado em setembro de 2025 junto ao Spartak Moscou, ele custou US$ 4 milhões (R$ 21,7 milhões). Um investimento altíssimo para um reserva de luxo.
  2. O Campo: Na derrota por 4 a 2 para a Chapecoense, Alexis foi tratado pela imprensa e torcida como o “vilão” da partida, com falhas diretas em três dos quatro gols sofridos.

A “Limpa” Frustrada

A diretoria tentava usar o mercado árabe como válvula de escape para aliviar a folha e tirar o jogador do foco das críticas. O empresário do atleta viajou para a Arábia Saudita para costurar o acordo com o Al-Ittihad, mas o tempo esgotou. Alexis fazia parte de uma lista de dispensa que inclui nomes como Gustavo Caballero (negociando com o Portsmouth) e Billal Brahimi. Agora, diferentemente dos outros, ele fica.

O Dilema de Vojvoda

Foto: Divulgação

Com a permanência forçada, o técnico Juan Pablo Vojvoda tem um “abacaxi” para descascar. Alexis Duarte tem contrato longo (quatro temporadas) e um salário que exige utilização. O treinador terá que decidir entre tentar recuperar mentalmente o zagueiro ou deixá-lo encostado, desvalorizando ainda mais um ativo de R$ 22 milhões.

Essa novela escancara um problema clássico de planejamento: o Santos pagou preço de titular em um zagueiro que não entregou segurança. Quando a confiança quebra (como no jogo contra a Chapecoense), a gestão vira um jogo de controle de danos.

O Santos tentou usar a Arábia como “lata de lixo de luxo” para esconder o erro de avaliação, mas a janela fechou na cara da diretoria. Agora, a bola voltou para a Vila Belmiro quicando. Manter um jogador caro, contestado pela torcida e sem confiança é a receita para contaminar o ambiente. A diretoria torcia para o adeus; agora vai ter que torcer para o milagre da recuperação técnica.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.