Em meio à pior crise da era Vojvoda, o Santos tomou uma decisão de mercado que pegou muita gente de surpresa. O clube recebeu sondagens de quatro gigantes da Série A interessados no atacante Lautaro Díaz, mas a diretoria bateu o pé: ele não sai. Mesmo com números modestos (3 gols em 22 jogos) e críticas de parte da torcida, o argentino foi blindado pelo diretor Alexandre Mattos. O motivo? O Santos avalia que, no meio do caos de 6 jogos sem vitória, não pode se dar ao luxo de perder o jogador que “carrega o piano” para o time funcionar.
O “Guerreirinho” de Mattos no Santos
A permanência de Lautaro não é pelos gols, é pelo suor. Alexandre Mattos foi a público justificar o veto e usou um termo que resume o papel do atacante: “um guerreirinho”.
- A Justificativa: Segundo a diretoria, Lautaro é o “9 e meio” que dá intensidade, pressiona a saída de bola e sustenta o plano de jogo de Juan Pablo Vojvoda.
- O Medo: Com o time pressionado e flertando com o Z-4 do estadual, a avaliação interna é que liberar um jogador de entrega tática agora seria “enfraquecer o grupo” e deixar o treinador ainda mais exposto.
4 Sondagens na Mesa

O telefone da Vila tocou quatro vezes. Clubes da Série A tentaram tirar o argentino do Peixe, vendo nele uma oportunidade de mercado (custo-benefício de um atacante intenso). O Santos, porém, interpretou o assédio como prova de que o jogador tem valor e que não encontrará reposição fácil se o liberar agora.
Vale lembrar a situação contratual (neste cenário de 2026): Lautaro pertence ao Cruzeiro e está emprestado ao Santos até julho. O Peixe não tem obrigação de compra, mas tem a preferência para segurá-lo ou estender o vínculo.
A Semana da “Virada” (com Neymar?)
A decisão de trancar o elenco tem data e hora: quarta-feira, 20h, contra o São Paulo. O Santos trata o clássico como final de Copa do Mundo. Com a possível volta de Neymar (que pode ser relacionado), o time precisa de operários para correr pelo craque. E é aí que Lautaro ganha sobrevida: num time com estrelas (Neymar, Gabigol), alguém precisa fazer o trabalho sujo. E o Santos decidiu que esse alguém, por enquanto, é intocável.
O Santos está fazendo uma escolha clássica de clube em pânico: quando a turbulência bate, você não vende o craque, mas segura o operário. O veto à saída de Lautaro Díaz é a prova de que a diretoria tem medo de perder o controle do vestiário.