O Santos trabalha com uma meta clara e agressiva para seu novo reforço: estrear Rony já neste sábado (31), no clássico contra o São Paulo, às 20h30, no MorumBIS. Recém-contratado por cerca de € 3 milhões (R$ 18 milhões) junto ao Atlético-MG, o atacante já está no CT Rei Pelé para integração imediata. Para entrar em campo no San-São, a batalha agora é burocrática: o nome do “Rústico” precisa aparecer no BID da CBF até às 19h desta sexta-feira.
O Cenário Ideal no Santos: Estreia Sem Neymar, com Rony
A pressa tem justificativa técnica e anímica. Com Neymar vetado pelo departamento médico (ainda em fase de transição sem contato), o Santos perde sua principal referência técnica para o clássico.

A estreia de Rony serviria para preencher essa lacuna de impacto e dar uma resposta imediata ao torcedor, que ficou ressabiado após a derrota por 4 a 2 para a Chapecoense na abertura do Brasileirão. O plano de Juan Pablo Vojvoda é simples:
- Se sair no BID: Rony vai para o jogo, provavelmente começando no banco e entrando no segundo tempo para explorar o cansaço do rival com sua intensidade característica.
- Se não der tempo: A estreia fica programada para a próxima quarta-feira (4), curiosamente contra o mesmo São Paulo, mas desta vez na Vila Belmiro, pelo Brasileirão.
O Encaixe Tático: “Fome” e Reposição
Vojvoda foi direto ao elogiar a contratação: destacou a “fome” e a experiência de campeão de Rony. Taticamente, ele chega para ocupar a lacuna deixada por Guilherme (vendido ao Houston Dynamo).
Mesmo com um ataque recheado (Gabigol, Lautaro Díaz, e o próprio Neymar quando voltar), Rony oferece algo que Vojvoda adora: pressão pós-perda e profundidade constante. Ele chega para ser a válvula de escape em um time que precisa ser vertical.
O Peso do Investimento

O Santos não trouxe Rony para compor elenco, trouxe para jogar. O contrato de três anos e o investimento de R$ 18 milhões mostram que a diretoria vê nele uma peça fundamental. Vindo de uma temporada com 65 jogos e 14 gols pelo Galo, ele está fisicamente pronto — o único entrave é o documento.
O Santos faz um movimento típico de clube grande sob pressão: antecipar o impacto. Estrear Rony no MorumBIS não é só futebol — é narrativa. Sem Neymar, o time perde o principal ímã midiático do clássico, e colocar o reforço logo de cara ajuda a reequilibrar o noticiário e a moral do vestiário.