O clássico do Santos contra o Corinthians, na noite desta quinta-feira (22), desenhava-se como uma dor de cabeça para o torcedor santista. O time foi dominado na Vila Belmiro durante boa parte do jogo e parecia caminhar para uma derrota tática e anímica. Mas ter um ídolo decisivo em campo muda a lógica do esporte. Nos acréscimos, Gabigol cobrou uma falta perfeita, garantiu o empate por 1 a 1 e transformou as vaias contidas em grito de alívio.
Na coletiva pós-jogo, o técnico Juan Pablo Vojvoda não escondeu a realidade: o time oscilou, mas o camisa 9 correspondeu. Com 2 gols em 3 jogos neste retorno triunfal em 2026, Gabriel Barbosa assumiu rapidamente o papel de protagonista que a diretoria sonhava quando costurou o empréstimo junto ao Cruzeiro.
“O Gol é o Mais Importante” no Santos
Vojvoda foi pragmático ao analisar a importância de seu atacante.
- A Cobrança: “Pedi para que ele se encaixasse no nosso comportamento e fizesse gols, e ele está correspondendo”, disse o argentino.
- A Leitura: O treinador sabe que o Santos ainda está em construção tática. Ter um jogador que precisa de meia chance (ou uma bola parada) para resolver problemas complexos é o oxigênio que Vojvoda precisa para trabalhar com calma.
Eficiência Máxima: Poucos Toques, Muito Perigo

Os números do clássico mostram um Gabigol “cirúrgico”. Recuperado de uma tendinite que o tirou do jogo contra o Guarani, ele tocou na bola apenas 24 vezes.
- O Resultado: Mesmo participando pouco da construção, finalizou 5 vezes e guardou a mais importante. É o perfil de atacante que o Santos precisava: alguém que não se omite quando o time está mal coletivamente.
O “Reforço” que Virou Pilar
Nos bastidores, a diretoria celebra o acerto da aposta. Trazer Gabigol (emprestado pelo Cruzeiro até o fim de 2026, sem opção de compra) foi um movimento de risco calculado. Vojvoda tratou o atacante como a “peça central” do planejamento. E, por enquanto, a resposta é técnica e emocional. Gabigol não só faz gols; ele chama a responsabilidade e blinda o elenco jovem em momentos de pressão, como foi no clássico desta quinta.