A Vila Belmiro vive um dilema de luxo nesta janela de transferências. A poderosa Inter de Milão (Itália) colocou seus olhos em mais um “Menino da Vila” e está disposta a abrir o cofre. A proposta que ronda os bastidores é de € 18 milhões (cerca de R$ 112 milhões) para levar o atacante Robinho Júnior imediatamente para a Europa. Para a maioria dos clubes brasileiros, vender uma promessa por esse valor seria irrecusável. Para o Santos de 2026, a resposta é: “Ainda não”.
A diretoria santista, alinhada com o desejo do próprio jogador, decidiu fazer jogo duro. A avaliação interna é de que vender Robinho Jr. agora seria um erro estratégico. O clube entende que o atacante é um ativo que ainda não atingiu seu teto de valorização e que, com sequência em campo, pode render muito mais do que os R$ 112 milhões oferecidos pelos italianos.
A Blindagem de € 100 Milhões no Santos
O Santos se preparou para esse momento. Em 2025, o clube refez o contrato da joia e elevou a multa rescisória para o exterior de € 50 milhões para € 100 milhões (mais de R$ 600 milhões).
- O Recado: Ao fixar uma multa astronômica, o Santos disse ao mercado: “Nós controlamos o preço”.
- A Disparidade: A oferta da Inter (€ 18 mi) é alta para o Brasil, mas representa menos de 20% da multa. O Peixe sente que está protegido para negociar apenas quando a oferta for realmente transformadora.
O Jogador Quer Ficar (E Jogar)

O dinheiro não seduziu o atleta a ponto de forçar a saída. Robinho Jr. quer permanecer na Vila. O motivo é esportivo: ele jogou muito pouco em 2026 (apenas 68 minutos nos primeiros jogos).
Sair agora para um gigante europeu seria chegar como uma aposta para ser emprestada ou jogar no time B. Ficar no Santos significa brigar por titularidade, ganhar corpo e sair futuramente como realidade — e com um salário ainda maior.
Vender Quem? A Estratégia do Caixa
O Santos precisa de dinheiro? Sim. Mas a estratégia mudou. Em vez de vender a “joia da coroa” na primeira oferta, a diretoria tenta aliviar a folha negociando jogadores caros que entregam menos, como Bilal Brahimi (que custa quase R$ 1 milhão por mês). A lógica é: vende-se o “custo” para manter o “lucro futuro”.