HomeEsportesAtléticoSantos e Atlético-MG fecham Rony? Conselheiro cravou jogador de R$ 32,5 milhões

Santos e Atlético-MG fecham Rony? Conselheiro cravou jogador de R$ 32,5 milhões

A negociação entre Santos e Atlético-MG pelo atacante Rony virou um verdadeiro thriller de versões conflitantes neste domingo. Enquanto a torcida santista se animou com a declaração de um influente conselheiro garantindo o negócio, o jogador se reapresentou em Belo Horizonte com um discurso de total desconhecimento.

O Peixe tenta fechar a compra definitiva do atleta em uma operação que pode atingir € 5 milhões (cerca de R$ 32,5 milhões), somando valores fixos e metas. A divergência entre o otimismo da Vila Belmiro e a cautela da Cidade do Galo expõe os bastidores tensos de uma transferência que envolve muito dinheiro e pressão por reforços.

Luis Francisco, conselheiro do Santos, foi enfático em entrevista à Rádio Bandeirantes: “Rony é jogador do Santos, falta a caneta”. A declaração viralizou imediatamente, sugerindo que o acordo entre os clubes está selado e depende apenas de burocracias finais. No entanto, conselheiros não assinam contratos, e essa antecipação pode ser tanto um sinal de confiança interna quanto uma estratégia de pressão pública.

“Se não me mandarem embora…”: Rony reage com cautela no Atlético-MG

Do outro lado da linha, a reação foi de surpresa. Rony se reapresentou ao Atlético-MG e, ao ser abordado sobre a saída iminente, freou a empolgação. “Até então, permaneço. Se não me mandarem embora, eu tô aí”. O jogador afirmou que o grupo está “meio no escuro” sobre as movimentações da diretoria.

Essa postura é comum quando o acerto financeiro (luvas, tempo de contrato) ainda não foi finalizado com o atleta, mesmo que os clubes já tenham avançado nas tratativas. Além disso, Rony tem contrato longo, até o fim de 2027, e custou caro ao Galo (€ 6 milhões em 2025), o que exige uma saída muito bem costurada para não gerar prejuízo.

A Engenharia dos Milhões no Santos: Venda de Guilherme financia compra

Foto: Pedro Souza – Atlético

Para tirar Rony de Minas Gerais, o Santos precisa abrir o cofre. O Atlético aceita negociar, mas prioriza a venda definitiva para recuperar o investimento. A Band aponta que os valores na mesa são de € 4 milhões fixos (R$ 26 milhões) + € 1 milhão em metas (R$ 6,5 milhões).

Para viabilizar essa operação, o Santos conta com o dinheiro da venda de Guilherme para o Houston Dynamo. O Peixe espera arrecadar cerca de R$ 11 milhões (US$ 2,1 milhões) com a saída do atacante para a MLS, usando esse montante como entrada ou garantia para convencer o Atlético a liberar seu vice-artilheiro de 2025.

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No futebol, “falta a caneta” é a distância entre um reforço e um mico. O conselheiro do Santos falou como torcedor informado, mas o mercado exige assinaturas. A declaração de Rony (“estou no escuro”) é a prova de que o Santos pode ter se acertado com o Atlético (o que é a parte mais difícil), mas talvez ainda não tenha fechado a “conta pessoal” do atleta ou as garantias bancárias.

O Galo quer vender porque o custo-benefício de Rony ficou alto, e o Santos quer comprar porque precisa de impacto. O casamento é provável, mas enquanto o jogador não disser “sim”, o risco de reviravolta existe. Anunciar antes de assinar é o pecado capital da janela de transferências.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.