O mercado da bola voltou a aquecer em torno de um nome de peso: Rony. O atacante do Atlético-MG, contratado no início de 2025, virou o alvo principal do Santos para a temporada, em uma negociação que promete ser arrastada. O Peixe tenta acelerar a compra definitiva, mas esbarra na postura rígida da diretoria mineira e na “sombra” do Grêmio, que monitora a situação à distância. O cenário é de cautela: o Galo quer vender para aliviar a folha, mas não a qualquer preço.
O Santos desenhou uma estratégia financeira clara: utilizar os recursos da venda de Guilherme (cerca de US$ 2,1 milhões) para fazer uma oferta à vista pelo camisa 10 atleticano.
A ideia é apresentar um modelo de negócio de aproximadamente US$ 2 milhões (R$ 11 a 12 milhões) para convencer o Atlético a liberar o jogador em definitivo, já que a diretoria alvinegra descartou qualquer possibilidade de empréstimo “barato”.
Atlético-MG exige venda definitiva e impõe preço para liberar Rony
O Atlético-MG tem a faca e o queijo na mão. Com contrato assinado até dezembro de 2027, o clube não tem urgência contratual, mas tem urgência financeira. A SAF do Galo trabalha para enxugar a folha salarial e rejuvenescer o elenco. O salário de Rony, estimado acima de R$ 1 milhão mensais, é visto como um “peso” que poderia ser aliviado.
No entanto, a pedida inicial do clube mineiro oscila entre € 4 milhões e € 5 milhões (R$ 25 a R$ 32 milhões). A disparidade entre o que o Santos oferece (US$ 2 mi) e o que o Galo pede cria um impasse que só será resolvido se houver flexibilidade nas garantias de pagamento ou metas atingíveis.
Sampaoli resiste à saída e Grêmio surge como ameaça ao Santos

Além da questão financeira, há o fator campo. O técnico Jorge Sampaoli teria sinalizado resistência à liberação de Rony, entendendo que o atacante oferece características de intensidade que o elenco precisa. Se o treinador bater o pé, o Atlético precisará de uma proposta financeira irrecusável para justificar a perda técnica. Correndo por fora, o Grêmio observa. O Tricolor Gaúcho, que já tentou contratar Rony em 2025 com proposta oficial, conhece o caminho das pedras.
- O Risco: Se o Santos demorar para fechar ou o Atlético recusar a oferta inicial, o Grêmio pode entrar na jogada, inflacionando o preço ou oferecendo um projeto esportivo que seduza o atleta.
Rony quer jogar e Santos aposta em “dinheiro carimbado” para fechar
Para o Santos, Rony é a reposição de impacto ideal: pronto, experiente e decisivo. O clube paulista aposta no fato de ter “dinheiro vivo” em caixa (da venda de Guilherme) para superar a concorrência e a pedida alta do Galo.
A negociação agora entra na fase de “queda de braço”: o Atlético tenta puxar o valor para cima usando o contrato longo como escudo; o Santos tenta puxar para baixo usando o alívio na folha salarial como argumento. O desfecho depende de quanto o Galo está disposto a “perder” na taxa de transferência para “ganhar” na economia de salários futuros.