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Palmeiras exige R$ 240 milhões por Allan e City ainda tenta fechar negócio

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O Palmeiras pode realizar nos próximos dias uma das maiores vendas de sua história recente, mas a negociação de Allan com o Manchester City ainda não está concluída. A posição do clube paulista nesta segunda-feira (24) é clara: para liberar o jogador, espera receber 40 milhões de euros fixos, cerca de R$ 240 milhões na cotação atual.

O Manchester City sinalizou até agora com 35 milhões de euros fixos, quantia considerada insuficiente pela diretoria alviverde. Segundo o ge, as partes seguem discutindo contrapropostas e pessoas envolvidas nas conversas acreditam que os ingleses podem se aproximar do valor exigido pelo Palmeiras.

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A diferença de cinco milhões de euros ajuda a explicar por que uma negociação que parece avançada ainda não pode ser tratada como venda fechada.

Por que o Palmeiras exige € 40 milhões?

Leila Pereira e Abel Ferreira
Leila Pereira e Abel Ferreira – Foto: Foto: Cesar Greco/Palmeiras

A diretoria entende que Allan passou a ocupar uma função difícil de substituir no modelo utilizado por Abel Ferreira.

Em 2026, o jogador soma seis gols e cinco assistências e tornou-se peça fundamental principalmente atuando aberto pelo corredor direito. Além da participação ofensiva, sua capacidade de recompor e cumprir funções defensivas chamou atenção da comissão técnica e também ajuda a explicar o interesse do Manchester City.

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Abel resumiu a posição palmeirense depois da vitória sobre o Vasco: “Quem quiser levar o Allan, vai ter que pagar muito”.

O Palmeiras possui 90% dos direitos econômicos do jogador. Se a venda for fechada por 40 milhões de euros fixos, o clube teria direito a 36 milhões de euros dessa parcela garantida, antes de outras questões envolvidas na operação.

As conversas ainda podem envolver bônus ou mecanismos que garantam participação palmeirense em uma eventual venda futura.

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Jogo contra o Vasco ganhou clima de despedida

Allan foi titular na goleada por 4 a 1 sobre o Vasco, no domingo (23), pelo Campeonato Brasileiro.

Após o apito final, o jogador abraçou companheiros e voltou ao gramado para tirar fotografias com familiares. O comportamento aumentou a impressão de que a partida poderia ter sido sua última pelo clube. Mesmo assim, tanto companheiros quanto Abel evitaram confirmar uma despedida.

O treinador reforçou que seguirá utilizando o jogador enquanto não houver acordo.

“Enquanto ele for jogador do Palmeiras, conto com ele manhã, tarde e noite”, declarou Abel.

Por isso, Allan ainda pode ser relacionado para enfrentar o Santos na quarta-feira (26).

Presença contra o Santos ainda é incerta

Palmeiras e Santos iniciam as quartas de final da Copa do Brasil nesta quarta-feira (26), às 21h30, no Nubank Parque.

O confronto de volta será disputado em 2 de setembro, também às 21h30, na Vila Belmiro. As datas e horários constam na tabela oficial divulgada pela CBF.

A presença de Allan no primeiro clássico ainda depende do avanço das negociações com o Manchester City.

A situação coloca o Palmeiras diante de um dilema incomum. O clube lidera o Campeonato Brasileiro com 51 pontos, seis acima do Flamengo, e também segue disputando Copa do Brasil e Libertadores. Perder uma peça importante agora representa um custo esportivo considerável.

Ao mesmo tempo, uma proposta de aproximadamente R$ 240 milhões por um atleta formado nas categorias de base é difícil de ignorar.

Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, o Palmeiras não pretende, inicialmente, buscar uma reposição específica caso Allan seja vendido. A avaliação interna é de que o elenco possui alternativas suficientes, embora a janela brasileira permaneça aberta até 11 de setembro.

Portanto, a situação é diferente de uma despedida já sacramentada. Allan continua jogador do Palmeiras, pode enfrentar o Santos e o City ainda precisa aumentar a proposta. Mas a diferença entre permanecer no clube e protagonizar uma transferência milionária para a Premier League agora parece resumida a uma negociação de cinco milhões de euros.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.