O Palmeiras descobriu na noite de quinta-feira (20) que enfrentará a LDU nas quartas de final da Libertadores. O confronto repete uma das eliminatórias mais marcantes da edição passada, mas existe uma diferença que muda completamente a estratégia de Abel Ferreira: em 2026, a ordem dos jogos será invertida.
Há dez meses, o Verdão iniciou a semifinal de 2025 no Equador, perdeu por 3 a 0 na altitude de Quito e protagonizou uma virada histórica ao vencer a partida de volta por 4 a 0 em São Paulo.
Agora, o Palmeiras precisará fazer exatamente o caminho contrário. A ida será no Nubank Parque e a vaga será decidida no Estádio Rodrigo Paz Delgado, localizado a aproximadamente 2.800 metros acima do nível do mar.
Isso transforma o primeiro jogo em São Paulo em algo maior do que simplesmente aproveitar o mando de campo.
Campanha da fase de grupos cobra preço agora
A definição dos mandos obedece à campanha realizada na fase de grupos.
A LDU terminou na primeira posição do Grupo G e conquistou o direito de disputar a segunda partida em casa. O Palmeiras, segundo colocado do Grupo F com 11 pontos, perdeu essa vantagem para as quartas.
É um detalhe que pouco interfere enquanto o mata-mata ainda não começou, mas ganha importância quando o adversário possui uma característica territorial tão específica.
O Palmeiras conhece bem o impacto de jogar em Quito. Em outubro de 2025, sofreu três gols diante da LDU no Equador e precisou produzir uma das maiores viradas da história da Libertadores para chegar à final.
Naquela ocasião, porém, havia a possibilidade de decidir a classificação diante da própria torcida. Desta vez, qualquer problema construído em São Paulo será levado para a altitude.
Palmeiras precisará construir vantagem
O roteiro coloca uma responsabilidade adicional sobre o primeiro confronto.
Abel Ferreira não necessariamente precisará assumir riscos descontrolados em casa, mas um empate no Nubank Parque significaria viajar ao Equador precisando conquistar a classificação em um ambiente no qual a LDU historicamente aumenta sua força.
Por outro lado, uma vitória em São Paulo permitiria ao Palmeiras administrar cenários diferentes na volta.
O confronto de 2025 também elimina qualquer possibilidade de o adversário ser tratado como desconhecido. Parte importante do atual elenco viveu tanto a derrota por 3 a 0 quanto a histórica reação por 4 a 0.
Deyverson acrescenta outro reencontro
A eliminatória terá ainda um personagem bastante familiar ao palmeirense. Deyverson, herói do título da Libertadores de 2021, atualmente defende a LDU e participou da classificação equatoriana diante do Mirassol.
O atacante converteu uma das cobranças na disputa de pênaltis que colocou o clube de Quito nas quartas.
Os jogos serão realizados nas semanas de 8 a 10 e de 15 a 17 de setembro, com datas e horários específicos ainda a serem detalhados.
Se avançar, cenário se inverte novamente
Existe uma curiosidade adicional na chave. Caso elimine a LDU, o Palmeiras voltará a ter o direito de decidir em casa na semifinal.
Os possíveis adversários são Fluminense e Platense. Ambos também avançaram em segundo lugar em seus grupos, mas fizeram campanhas inferiores à do Palmeiras.
O problema da altitude, portanto, está concentrado justamente nas quartas.
Em 2025, o Palmeiras voltou de Quito praticamente eliminado e transformou São Paulo no palco de uma remontada histórica. Em 2026, precisará utilizar São Paulo primeiro para evitar que a vaga dependa de outro milagre a 2.800 metros de altura.


