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Flaco López brilha no Palmeiras, mas ficou no banco da Argentina; o motivo passa por Messi e Lautaro

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O palmeirense esperou a placa subir, mas ela não veio. Flaco López ficou no banco durante toda a estreia da Argentina na Copa do Mundo de 2026, mesmo em uma noite tranquila para a atual campeã mundial, que venceu a Argélia por 3 a 0 em Kansas City.

Para quem acompanha o Palmeiras, a dúvida é natural. O atacante viveu crescimento claro no clube, virou nome de Copa e chegou ao Mundial com status inédito para um jogador que, há pouco tempo, ainda brigava para se firmar como titular no Verdão. Ainda assim, a escolha de Lionel Scaloni não foi uma surpresa dentro da lógica da seleção.

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Flaco não ficou fora por falta de prestígio. Ele ficou no banco porque a Argentina tem uma hierarquia ofensiva muito definida, e a estreia reforçou isso. Messi começou jogando. Lautaro Martínez foi escolhido como centroavante titular. Julián Álvarez, campeão mundial e dono da camisa 9, também começou entre os reservas e só entrou no segundo tempo.

A situação fica mais fácil de entender quando se olha para essa fila. Se Julián, um dos atacantes mais importantes do ciclo de Scaloni, iniciou fora, Flaco dificilmente entraria no jogo como primeira alternativa para o setor. A função dele no elenco argentino é outra: ser opção de área, dar presença física e oferecer um tipo de centroavante que a equipe não tem em abundância.

A noite de Messi encurtou o caminho para Flaco

Fotos: Flcikr Palmeiras

A Argentina abriu a Copa em uma partida muito marcada por Lionel Messi. O camisa 10 fez os três gols, chegou a 200 jogos pela seleção e transformou a estreia em uma noite de recordes. Com o jogo controlado, Scaloni mexeu pensando em ritmo, proteção de jogadores e continuidade do plano tático.

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A ficha da partida mostra que Lautaro saiu para a entrada de Julián Álvarez. Thiago Almada deu lugar a Nicolás González. Messi foi substituído por Nico Paz já depois do terceiro gol. Antes disso, Montiel também havia saído para Nahuel Molina. Ou seja: quando o técnico decidiu usar atacantes, priorizou nomes que já estavam à frente de Flaco na fila ou que entregavam funções diferentes.

Julián é mais móvel, pressiona alto e pode atacar os espaços sem prender a equipe a uma referência fixa. Nico González dá profundidade pelo lado e recompõe melhor sem a bola. Nico Paz entrou no lugar de Messi, uma troca com mais cara de meia-atacante do que de centroavante. Por outro lado para Flaco, o cenário ideal seria: cruzamentos, pressão final, necessidade de empurrar o rival para dentro da área ou um jogo mais físico.

Contra a Argélia, isso não aconteceu. A seleção argentina controlou a posse, encontrou Messi entre linhas e não precisou mudar sua estrutura para uma bola aérea ou para um atacante mais posicional. Dessa forma, mesmo vencendo, Scaloni não transformou o fim do jogo em teste aberto para todos os reservas. Preferiu administrar um grupo que ainda terá Áustria e Jordânia pela frente.

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Ficar no banco na primeira rodada, portanto, não fecha porta. Em Copa do Mundo, o uso de elenco costuma variar conforme o desenho de cada partida. Uma vantagem maior na segunda rodada, uma necessidade de preservar Lautaro ou Julián, ou até um adversário mais fechado pode abrir minutos para o centroavante do Palmeiras.

A concorrência é pesada, mas a convocação já diz muito

Por fim, Flaco chegou à Copa depois de uma trajetória que chamou atenção na própria Argentina. O ge destacou antes do Mundial que ele usará a camisa 21 e lembrou a evolução do atacante desde a chegada ao Palmeiras. O salto de produção é evidente: foram 22 gols em 2024, 25 em 2025 e 14 antes da Copa de 2026.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, é apaixonada por contar histórias e conhecer pessoas. Tem ampla experiência em jornalismo esportivo e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.