O Palmeiras entra na janela do meio de 2026 com um “problema” de clube grande: três titulares no radar europeu ao mesmo tempo e nenhuma necessidade de vender por pressão de caixa.
Flaco López, Allan e Vitor Roque atraem interesse real do exterior. A diretoria alviverde, no entanto, adota posturas distintas para cada caso e exige cifras que afastam propostas medianas antes mesmo de qualquer conversa formal.
Flaco López, o mais próximo de sair
O centroavante argentino é o nome com maior probabilidade real de transferência nesta janela. Flaco vive o melhor momento da carreira: 11 gols apenas no primeiro semestre de 2026, somados a 25 marcados em 2025 e 22 em 2024. Bologna, Brentford e Everton já monitoram o camisa 42.
A pedida do Palmeiras varia entre €45 milhões e €50 milhões, o equivalente a até R$ 275 milhões na cotação atual. A estratégia é aguardar propostas concretas após a Copa do Mundo, quando o mercado europeu costuma se mover com mais velocidade. O contrato vai até dezembro de 2029, o que retira qualquer urgência do lado brasileiro.
Allan, a joia que o Napoli não conseguiu comprar
Enquanto Flaco gera negociação, Allan é tratado internamente como ativo intransferível por ora. Abel Ferreira vê o meia-atacante formado na base como peça tática de longo prazo, e a diretoria age em consequência.
O Napoli chegou com proposta formal de €35 milhões fixos mais €5 milhões em bônus por metas. Foi recusada. Antes, o Zenit, da Rússia, havia oferecido €20 milhões fixos e €5 milhões em gatilhos contratuais. Mesma resposta.
O valor de mercado de Allan no Transfermarkt está em €10 milhões, bem abaixo do que o Palmeiras exige para negociar. O clube estipulou um piso próximo de €40 milhões em proposta fixa, nos mesmos moldes das vendas de Endrick e Estêvão. Para a gestão alviverde, valorizar antes de vender é a única lógica aceitável.
Vitor Roque, o mais caro e o mais complexo

Vitor Roque é a peça de maior impacto internacional do elenco, mas também a negociação mais complicada. A Premier League faz sondagens frequentes, mas o estafe do atacante prioriza permanência no Brasil para garantir ritmo e continuidade.
O entrave estrutural é a origem da contratação. O Palmeiras pagou cerca de €25 milhões para tirar o jogador do Barcelona, e os catalães retiveram 20% dos direitos sobre uma futura revenda. Esse detalhe obriga o clube a exigir propostas ainda maiores para que o lucro líquido justifique abrir mão do principal atacante. Nos bastidores, apenas ofertas acima de €60 milhões mudariam o status de permanência.
A régua que o Palmeiras criou para si mesmo
O caso de Richard Ríos resume bem a filosofia do clube. O volante colombiano foi comprado por R$ 7 milhões e vendido ao Benfica por €30 milhões fixos, com o Palmeiras retendo 70% da operação. A transação confirmou a regra interna: o clube não vende para cobrir despesas, vende apenas quando a Europa atinge o teto definido na Barra Funda.
Com Flaco, Allan e Vitor Roque, a diretoria repete a lógica. Aprimoramento esportivo veio primeiro. O preço veio depois. Agora, cabe ao mercado europeu decidir se aceita pagar o que o Palmeiras pede.
Quando será o próximo jogo do Palmeiras?
O Verdão volta a campo no domingo (10), às 16h, contra o Remo, no Mangueirão, em Belém, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida tem transmissão pela TV Globo, Premiere e GE TV.