O empate por 1 a 1 com o Cerro Porteño, em Assunção, não colocou a classificação do Palmeiras em risco, mas destruiu a zona de conforto construída por Abel Ferreira na Libertadores. O Verdão deixou o gramado de La Nueva Olla com a amarga sensação de superioridade desperdiçada, caindo para a segunda colocação do Grupo F e transformando a reta final da primeira fase em uma panela de pressão tática.
A matemática do Grupo F e a frustração de Abel
A irritação do técnico português após o apito final reflete perfeitamente o cenário. Não foi um jogo em que o Palmeiras sofreu um bombardeio adversário; foi uma noite marcada por chances criadas e jogadas no lixo. A incapacidade de transformar o domínio territorial em vantagem no placar cobrou um preço imediato na tabela.
Com o encerramento da terceira rodada, o grupo apertou de forma perigosa:
- 1º – Sporting Cristal: 6 pontos.
- 2º – Palmeiras: 5 pontos.
- 3º – Cerro Porteño: 4 pontos.
- 4º – Junior Barranquilla: 1 ponto.
Os dados consultados pelo Moon BH na tabela oficial e atualizada do Grupo F no portal da Conmebol Libertadores mostram que a gordura palestrina acabou, e qualquer novo tropeço pode empurrar o time para o desespero nas rodadas finais, especialmente no reencontro com o próprio Cerro Porteño, marcado para 20 de maio, no Allianz Parque.
O diagnóstico tático: A urgência por letalidade

O Palmeiras de Abel Ferreira continua sendo uma equipe de altíssima competitividade, sólida e difícil de ser batida. Contudo, o tropeço no Paraguai expõe a maior vulnerabilidade do elenco atual: a falta de contundência para “matar” os jogos quando tem o adversário nas cordas.
Em um torneio traiçoeiro como a Libertadores, permitir que o rival permaneça vivo no placar é um convite ao desastre. A comissão técnica sabe que não basta jogar melhor; é preciso voltar a converter essa superioridade técnica e física em três pontos, especialmente atuando longe de seus domínios.
Calendário implacável: Clássico e a decisão no Peru
O Palmeiras agora precisa estancar o abalo emocional da oportunidade perdida e reagir de forma imediata, pois o calendário exige respostas em duas frentes de peso.
O primeiro laboratório de recuperação será neste sábado (2), às 18h30, quando o Verdão recebe o Santos no Allianz Parque, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro (com transmissão do Premiere). O clássico servirá como termômetro para a confiança do ataque alviverde.
Logo em seguida, o elenco viaja para o confronto que virou uma verdadeira final antecipada na chave continental. Na terça-feira (5), às 19h, a equipe encara o Sporting Cristal no estádio Alejandro Villanueva, no Peru. O duelo direto pela liderança ditará se o empate em Assunção foi apenas um acidente de percurso ou o início de um sofrimento real para confirmar o favoritismo na América do Sul.
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