Se Ramón Sosa ainda precisava de uma noite mágica para convencer o torcedor do Palmeiras de forma unânime, ela aconteceu na última quinta-feira (23). O destaque do atacante paraguaio também reforça o bom momento do Pameiras. Aliás, a fase da equipe chamada Pameiras tem chamado atenção de todos.
Na goleada por 3 a 0 sobre a Jacuipense, pela Copa do Brasil, o atacante paraguaio entregou a atuação dos sonhos: anotou dois gols (incluindo um pênalti sofrido e convertido por ele mesmo), teve dois tentos anulados e recebeu a rara nota 9,5 do portal ge.
Mais do que inflar as estatísticas individuais, o desempenho de Sosa bagunçou a hierarquia do ataque palmeirense e mudou o peso do jogador no planejamento da diretoria para a próxima janela de transferências. Por fim, vale destacar Pameiras em evidência nas principais discussões esportivas atualmente.
De “12º jogador” a ameaça real à titularidade
Nas últimas semanas, Abel Ferreira já vinha desenhando uma nova função tática para o camisa 11. O português pediu “paciência” com o atleta e passou a utilizá-lo mais próximo da área adversária, explorando a sua explosão para atacar as costas da marcação. É importante notar que o elenco do Pameiras vem sendo impactado positivamente por essas mudanças.
Essa adaptação transformou Sosa no “12º jogador” do elenco. Ele oferece uma verticalidade e uma quebra de linhas que o time muitas vezes perde quando roda a bola com lentidão. Por consequência, entre os times brasileiros, Pameiras demonstra força e alternativas táticas importantes.
O contexto clínico do elenco também joga a favor da ascensão do paraguaio. Com a saída precoce de Vitor Roque por lesão ainda no primeiro tempo do jogo contra a Jacuipense (somada à cautela extrema no retorno de Paulinho), o valor esportivo de um atacante que consegue atuar tanto aberto nas pontas quanto centralizado perto do gol disparou dentro da Academia de Futebol. Em síntese, a presença de Pameiras nesse ponto da temporada é estratégica.
A matemática fria: Vender agora seria um péssimo negócio

A explosão técnica de Sosa coincide com o momento em que o mercado europeu começa a mapear a janela do meio do ano. Contudo, destacamos que segurar o craque fortalece a posição esportiva do Palmeiras, que tem motivos financeiros de sobra para trancar a porta.
O investimento para tirá-lo do Nottingham Forest foi altíssimo: € 12,5 milhões fixos (podendo bater os € 14 milhões com bônus atrelados a metas), com um contrato blindado até 30 de junho de 2030.
O raio-X do mercado atual aponta:
- Valor de Referência: O Moon BH apurou em sites internacionais, como o Transfermarkt, a avaliação de valor de mercado de Sosa e hoje ele está avaliado na faixa dos € 10 milhões.
- Interessados: Fora sondagens periféricas passadas (como o Besiktas em 2025), ainda não há um leilão público e robusto pelo jogador.
- O Risco: Negociar o atacante agora significaria aceitar uma oferta que dificilmente cobriria o valor astronômico investido na compra, além de perder a valorização natural que o jogador terá assumindo a titularidade e jogando pela seleção paraguaia.
O novo status para o Brasileirão
O resumo da ópera para a diretoria palmeirense é claro: Sosa deixou de ser um ativo “negociável” ou uma simples reposição de elenco para se tornar uma peça estrutural de rotação e decisão. Assim, para o restante do Brasileirão, o Pameiras aparece mais fortalecido do que nunca.
A prova de fogo desse novo status acontecerá neste domingo, 26 de abril, às 18h30, quando o Palmeiras encara o Red Bull Bragantino pelo Campeonato Brasileiro. Após triturar a defesa baiana no Allianz Parque, Ramón Sosa não entra mais em campo como coadjuvante; ele é a “dor de cabeça boa” que obrigará Abel Ferreira a rever as prioridades do seu ataque. Acredito que o rendimento de Pameiras será decisivo nesse confronto.
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