Eduardo Conceição deixou claro que, neste momento, não quer acelerar uma saída do Palmeiras. Em entrevista ao ge, a joia de 16 anos foi direto: “Meu foco é o Palmeiras, estou apenas começando minha trajetória aqui.” Em outra fala, reforçou que seu sonho é ter oportunidade no profissional do Verdão e fazer diferença em campo.
O ponto mais importante é que essa vontade do jogador coincide com a estratégia do clube.
O que o Palmeiras já recusou por Eduardo
O Verdão rejeitou duas ofertas de clubes ingleses com valores que chegaram a 25 milhões de euros entre fixo e bônus — cerca de R$ 150 milhões. Além disso, o clube não quis sequer abrir negociação. Isso mostra que o Palmeiras enxerga mais valor em segurar o ativo do que em transformá-lo imediatamente em caixa.
O contrato profissional assinado em janeiro vai até janeiro de 2029, com multa rescisória de 100 milhões de euros (cerca de R$ 596 milhões). Além das propostas inglesas confirmadas, clubes como Barcelona, Chelsea, Arsenal e PSG aparecem como interessados em monitoramentos de mercado — embora apenas as ofertas dos ingleses estejam firmemente confirmadas.
Quanto vale Eduardo hoje
Eduardo ainda não tem valor de mercado publicado no Transfermarkt — comum em atletas tão jovens. A melhor forma de medir seu valor real hoje passa por três indicadores concretos: as ofertas já recusadas, a multa contratual e o comportamento do Palmeiras no mercado.

Sobre salário, o cenário é simples: não há valor público confiável divulgado após a assinatura do primeiro contrato profissional. O que se sabe, com segurança, é o tamanho da blindagem contratual dada pelo clube.
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Quanto ele pode render ao Palmeiras no futuro
Se o Palmeiras já recusou algo em torno de 25 milhões de euros por um garoto de 16 anos que ainda nem estreou no profissional, isso sugere expectativa de valorização muito maior. O histórico recente do Verdão sustenta essa leitura: Endrick rendeu operação de até 60 milhões de euros, enquanto Estêvão foi vendido em transação que pode chegar a 61,5 milhões de euros.
Ainda é cedo para colocar Eduardo automaticamente na mesma faixa, porque ambos provaram valor no profissional antes de sair. Mas o comportamento do clube é claro: não quer discutir venda de “promessa forte” agora — quer discutir, mais adiante, venda de “joia consolidada”.
Manter ou vender agora?
Hoje, manter parece claramente a melhor decisão — e o motivo não é romântico, é de negócio. Não há urgência de fluxo de caixa no Palmeiras, e Eduardo não é prioridade para ajudar os cofres neste momento. Em linguagem de mercado: o clube prefere maturar o ativo.
A produção na base reforça a tese. Em 2026, Eduardo soma 13 jogos e 4 gols pelo sub-20, depois de 38 jogos e 13 gols pelo sub-17 em 2025. Vender agora faria caixa — mas provavelmente encerraria cedo demais um ativo que o Palmeiras acredita poder precificar muito mais caro depois.