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Palmeiras monitora Roger Ibañez, mas R$ 150 milhões entram no radar

Roger Ibañez voltou a aparecer como possibilidade para o Palmeiras na janela de julho, mas o cenário continua pesado. O zagueiro de 27 anos está no Al-Ahli, tem contrato até junho de 2027 e segue valorizado mesmo atuando na Arábia Saudita. A sinalização atual é de monitoramento e análise de viabilidade — não de negociação em andamento.

Por que o nome faz sentido para Abel Ferreira

O perfil agrada por nível técnico e experiência. Roger Ibañez é um zagueiro destro, 1,85 m, com mobilidade acima da média e boa saída de bola desde a primeira linha. Construiu reputação por defender espaço aberto com mais conforto do que muitos defensores de área, característica que pesa em times que jogam adiantados e exigem coberturas longas.

Esse pacote conversa com o que o Palmeiras busca. A diretoria segue no mercado atrás de um zagueiro para a próxima janela, com Nino ainda tratado como alvo prioritário. Roger Ibañez entra nesse grupo porque oferece um defensor pronto — com bagagem de Série A italiana, futebol europeu, Arábia Saudita e presença recente na Seleção. Para um elenco que valoriza competitividade imediata, isso tem peso real.

Onde o negócio trava de verdade aos olhos do Palmeiras

Foto: Reprodução – Grok

O valor de mercado do zagueiro no Transfermarkt é de 17 milhões de euros. Mesmo assim, o Al-Ahli já mostrou que trabalha acima disso para abrir conversa. Em consulta anterior, o clube saudita apresentou pedida de 25 milhões de euros para liberar o defensor — não é contratação de oportunidade, mas investimento de primeira prateleira.

O salário muda tudo. Estimativas públicas colocam os vencimentos anuais de Roger Ibañez entre 8,5 e 10 milhões de euros por temporada. Na prática, isso empurra a operação para uma faixa quase incompatível com o futebol brasileiro sem redução muito forte do próprio jogador. Qualquer avanço só faria sentido com queda expressiva na pedida do Al-Ahli e também no contrato pessoal.

O que pode acontecer em julho

O Palmeiras não trata Roger Ibañez como alvo descartado, mas como negócio difícil. O clube já mostrou em dezembro que gostou do nome e ouviu as condições — só recuou quando a operação foi colocada na mesa. Se julho trouxer mudança de cenário, seja por abertura maior do clube saudita ou por disposição do atleta em reduzir a parte salarial, o caso pode esquentar.

Sem isso, a tendência é que o nome siga mais como opção de lista do que como acerto próximo.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.