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Palmeiras pode perder Abel Ferreira para o Tottenham? Bastidores da oferta

O mercado europeu voltou a assombrar os corredores da Academia de Futebol. O nome de Abel Ferreira extrapolou as fronteiras sul-americanas e consolidou-se no radar da Premier League. Recentemente, o Tottenham realizou uma sondagem concreta para tentar levar o comandante do Palmeiras para Londres, mas a investida esbarrou na convicção do treinador português.

Embora a frase “o Palmeiras pode perder Abel” não seja um exagero diante do assédio internacional, o cenário atual aponta para a estabilidade. O interesse existiu, mas a saída não é iminente.

O radar inglês: sondagem dos Spurs e a recusa milionária

A busca do Tottenham por Abel Ferreira ocorreu em fevereiro de 2026. O clube londrino procurava um nome de peso para assumir o comando técnico até o final da temporada europeia e viu no português o perfil ideal. No entanto, Abel rejeitou a possibilidade de uma mudança imediata, forçando os Spurs a buscarem outra alternativa no mercado.

Esse movimento não foi um caso isolado. No início do ano, o treinador palmeirense também figurou em uma lista seletiva de avaliação do Chelsea. O assédio da elite inglesa comprova que Abel atingiu um novo patamar de prestígio internacional.

Para a tranquilidade parcial da torcida alviverde, o histórico do treinador joga a favor da permanência. Em novembro de 2025, ele já havia recusado propostas na casa de € 10 milhões para continuar no clube, culminando na renovação de seu contrato com a gestão de Leila Pereira até dezembro de 2027.

O fantasma do Catar e o desgaste no futebol brasileiro

Foto: Cesar Grecco – Palmeiras

Apesar das recusas recentes, a diretoria do Palmeiras sabe que o treinador não é imune a propostas externas. O diretor Anderson Barros admitiu publicamente que Abel esteve muito perto de deixar o clube quando recebeu uma oferta do Al Sadd, do Catar, chegando a assumir um pré-compromisso que precisou ser desfeito em um acordo posterior.

Além do assédio financeiro, há o fator psicológico. O desgaste natural do calendário brasileiro, a pressão ininterrupta, as denúncias no STJD e o ambiente hostil são elementos que clubes europeus enxergam como uma “brecha” para convencer o português a buscar um projeto mais estruturado e menos desgastante no médio prazo.

Por que Abel Ferreira fica no Palmeiras hoje?

No momento, a balança pende fortemente para a continuidade do trabalho no Brasil por três motivos centrais:

  • Segurança Contratual: O vínculo recém-renovado até 2027 garante respaldo jurídico e financeiro para ambas as partes.
  • Compromisso Público: O treinador tem dado demonstrações práticas de engajamento no planejamento a longo prazo do clube.
  • Estabilidade Esportiva: O Palmeiras vive uma fase de alta competitividade, embalado pelo título paulista de 2026 e com força total na disputa da Copa Libertadores, oferecendo a Abel um projeto vencedor que poucos clubes europeus em crise conseguiriam igualar.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.