O Palmeiras voltou a sorrir, e Abel Ferreira reescreveu definitivamente os livros de história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Com a conquista do Campeonato Paulista de 2026, o treinador português não apenas devolveu o clube ao caminho das glórias, como alcançou o seu 11º título no comando alviverde.
A marca isola o europeu como o técnico mais vitorioso de todos os tempos no Verdão, ultrapassando o lendário Oswaldo Brandão, que detinha o recorde de 10 taças. A ultrapassagem já foi oficialmente celebrada pelos canais do clube, consolidando o “ciclo Abel” como o mais letal da história palestrina.
O peso do “Reset” após a seca de 2025
A consagração histórica ganha contornos ainda mais dramáticos porque acontece imediatamente após uma temporada “em branco”. O ano de 2025 cobrou um preço alto da comissão técnica: o Palmeiras elevou tanto o próprio sarrafo desde 2020 que uma temporada sem títulos, mesmo competindo em alto nível, foi tratada como crise por parte da torcida e do entorno político.

O Paulistão de 2026, portanto, funciona como um botão de reset. Ele devolve a paz ao ambiente às vésperas de um calendário massacrante (Brasileirão e Libertadores) e reforça o discurso institucional de que a estabilidade é a maior arma contra as oscilações naturais do esporte.
Quantos e quais títulos Abel Ferreira tem no Palmeiras?
O que separa um “bom trabalho” de um “trabalho dinástico” é a capacidade de vencer em todas as frentes. A coleção de Abel Ferreira no Brasil abrange o continente, o país e o estado:
- Libertadores da América: 2020 e 2021
- Campeonato Brasileiro: 2022 e 2023
- Campeonato Paulista: 2022, 2023, 2024 e 2026
- Copa do Brasil: 2020
- Recopa Sul-Americana: 2022
- Supercopa do Brasil: 2023
A dinastia que desafia o sistema
O recorde de Abel Ferreira é, no fundo, um recorde de sobrevivência. Em um país que tritura projetos esportivos e demite treinadores no menor sinal de instabilidade, chegar a 11 títulos no mesmo clube é um milagre estatístico e gerencial.
Ao superar Oswaldo Brandão, Abel não ganha apenas mais uma linha no almanaque centenário do Palmeiras; ele adquire o argumento definitivo para continuar moldando a instituição à sua imagem e semelhança. O Palmeiras de 2026 não entra mais em campo apenas para “ganhar jogos”. O sarrafo mudou. A régua agora é manter a dinastia de pé, provando que a continuidade não é teimosia, mas o modelo de negócio mais rentável do futebol sul-americano.