A busca do Palmeiras por um “xerife” para a zaga virou uma verdadeira operação de guerra nos bastidores. O nome que domina a mesa da diretoria é o de Nino, atual defensor do Zenit e ex-capitão do Fluminense. E o Verdão não está para brincadeira: a presidente Leila Pereira mantém contato direto com o estafe do jogador, e as bases salariais já estariam alinhadas. O jogador quer voltar.
O problema? Convencer os russos a assinarem a liberação. O Zenit é conhecido por ser um dos negociadores mais duros do mercado europeu e tem nas mãos um contrato válido até o fim de 2028. Para destravar a operação, o Palmeiras enviou um emissário até Abu Dhabi (onde o clube russo disputa um torneio amistoso), tentando amarrar o negócio de vez.
Nino não é uma aposta, é uma realidade que atua em altíssima rotação na Europa. Na atual temporada (2025/26), o zagueiro já soma 15 jogos, ultrapassando os 1.400 minutos em campo, sendo peça crucial do time.
É exatamente por isso que o Zenit faz jogo duro. O mercado indica que os russos pedem inicialmente entre € 8 e € 10 milhões, mas algumas fontes apontam que a exigência pode bater na casa dos € 15 milhões (cerca de R$ 93 milhões) dependendo dos moldes do pagamento. Se o Palmeiras não conseguir a liberação imediata nesta janela, a estratégia que ganha força é assinar um pré-acordo agora para garantir a chegada do zagueiro em junho, ao fim da temporada europeia.
Por Que Nino é a “Ficha 1” de Abel Ferreira?
O Palmeiras trata a zaga como prioridade absoluta após a saída de Micael. Hoje, o “miolo” defensivo conta com Gustavo Gómez, Murilo, Bruno Fuchs e o jovem Benedetti. A leitura técnica é clara: o Verdão precisa de um zagueiro de impacto imediato, com liderança comprovada e leitura tática impecável para atuar ao lado do capitão paraguaio.
Além disso, com o mercado europeu sempre assediando os titulares de Abel Ferreira, a diretoria trabalha para blindar o elenco antes de perder peças cruciais.
Os “Planos B” do Palmeiras: Igor Julio e Diego Carlos
Enquanto estica a corda com o Zenit, o departamento de análise do Palmeiras não fica refém de um único nome. O clube mapeou alternativas no mercado internacional:
- Igor Julio (Brighton): Houve consulta, mas o clube inglês prefere uma venda definitiva fixada na casa dos € 7 milhões.
- Diego Carlos (Aston Villa): O nome do veterano foi ventilado em diversas especulações, mas sem sinais de avanço concreto para uma “reta final” de negociação como ocorre no caso de Nino.