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R$ 6 Milhões: Palmeiras recebe oferta de rival da Série A e Abel dá aval pra venda

O Palmeiras pode transformar um jogador que estava “esquecido” no elenco em um dos negócios mais lucrativos desta janela de transferências. O meia Rômulo, que pertence ao Verdão e está emprestado ao Novorizontino, “explodiu” no Campeonato Paulista de 2026. Com cinco gols e três assistências em apenas sete jogos, ele assumiu a vice-artilharia do Estadual e chamou a atenção de um concorrente direto.

A diretoria alviverde já foi procurada por dois clubes do exterior e por um rival da Série A para entender as condições de compra. Como o meia de 24 anos não faz parte dos planos imediatos de Abel Ferreira, a ordem nos bastidores é clara: se a proposta for boa, o Palmeiras assina a venda em definitivo.

Para desespero dos torcedores do Novorizontino, o clube do interior não tem como segurar seu camisa 10 se o Palmeiras quiser vendê-lo. O contrato de empréstimo (válido até o fim de 2026) possui uma cláusula de liberação imediata caso o Verdão aceite uma oferta de fora do país ou de um time da Série A.

E o detalhe que faz a diretoria palmeirense sorrir: não existe “taxa de vitrine”. Ou seja, o Novorizontino não tem direito a uma fatia do valor da transferência por ter valorizado o atleta. Todo o lucro da operação vai direto para os cofres da Barra Funda.

Por que Abel Não Quer “Repatriar” a Joia?

Comprado em 2024 por cerca de R$ 6 milhões, Rômulo teve poucas chances com Abel Ferreira: foram apenas 16 jogos e uma assistência antes de iniciar sua rota de empréstimos (passando pelo Ceará e voltando ao Novorizontino).

A leitura interna é fria e pragmática. O elenco atual do Palmeiras foi montado com peças de altíssimo nível (como a chegada de Jhon Arias) e não há espaço no meio-campo para fazer novos testes. O vice-presidente Paulo Buosi já admitiu que o clube trata a carreira do atleta com cuidado, mas o “modo vitrine” foi ativado com sucesso. É a hora perfeita para multiplicar o investimento inicial.

O Risco de Reforçar um Rival Direto

O grande dilema de Leila Pereira e Anderson Barros é o destino do jogador. O nome do clube da Série A que fez a sondagem é mantido em sigilo, mas vender um meia que pisa na área, dá o último passe e vive fase artilheira para um concorrente direto é sempre um movimento perigoso. No futebol brasileiro, o que é lucro para o seu caixa pode virar dor de cabeça no campo adversário meses depois.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.