O torcedor do Palmeiras que esperava um “pacotão” de contratações para 2026 recebeu um balde de água fria — ou melhor, uma aula de pragmatismo financeiro. O Verdão deve encerrar a primeira janela de transferências com apenas dois reforços oficiais. A decisão, tomada em conjunto por Abel Ferreira e a presidente Leila Pereira, marca o fim da era de reformulações profundas e foca em uma estratégia de “tiro único” que custou R$ 154 milhões.
A ordem interna na Academia de Futebol é clara: não haverá contratações para “compor elenco”. O Palmeiras agora só ataca alvos de elite e, se o nome ideal não vier agora, o clube prefere segurar o dinheiro para a janela do meio do ano.
Diferente de 2025, quando trouxe 12 jogadores, o Palmeiras de 2026 escolheu a dedo quem vestiria a camisa. Os dois nomes que fecham a conta desta janela são Marlon Freitas e a estrela colombiana Jhon Arias.
O investimento em Arias explica a “seca” de outros nomes: foram 25 milhões de euros (R$ 154 milhões) parcelados em quatro anos. Para a diretoria, é melhor gastar uma fortuna em um jogador que decide jogos do que pulverizar o orçamento em apostas. O contrato de Arias até 2029 é o símbolo de um Palmeiras que quer ser mais forte, e não necessariamente “maior” em quantidade.
A Obsessão por Nino: Por que Abel disse “não” a outros nomes

A grande lacuna que tira o sono da torcida é a zaga, mas Abel Ferreira já deu o veredito: ele quer Nino. O zagueiro do Zenit é a “peça que falta”, mas os russos bateram o pé e não liberam o capitão no meio da temporada europeia. Esse é seu plano secreto para agora ou próxima janela.
Em vez de buscar um plano B qualquer para acalmar a arquibancada, o Palmeiras decidiu esperar. A estratégia é reabrir as negociações em julho, quando o Zenit terá mais tempo para repor. Para Abel, Nino é o zagueiro pronto, com leitura de jogo e liderança para sustentar sua linha alta. Trazer outro agora seria apenas desperdiçar recursos.
O “Plano Danilo” e a Paciência de Julho
O meio-campo também ficou no “quase”. O Palmeiras tentou repatriar Danilo, mas o Botafogo travou qualquer conversa. Sem o seu alvo prioritário, o Verdão recuou. O clube entende que Marlon Freitas já entrega a experiência necessária (30 anos) e que o elenco atual suporta o primeiro semestre.
A meta agora é o dia 20 de julho, quando a segunda janela abre. O Palmeiras entrará nesse período com fôlego financeiro e alvos já “amaciados” por meses de conversas de bastidor.
Abel Ferreira e Leila Pereira estão dobrando a aposta no “encaixe milimétrico”. É uma estratégia corajosa: o Palmeiras admite que tem lacunas (zaga e volante), mas se recusa a preenchê-las com jogadores que não sejam nota 10.