Bastaram poucos minutos para o torcedor do Palmeiras entender por que a diretoria desembolsou 25 milhões de euros (cerca de R$ 154 milhões) para tirar Jhon Arias da Europa. Na goleada por 4 a 0 sobre o Capivariano, o colombiano entrou no fim do jogo e, com a frieza de um veterano, cavou o pênalti que selou o placar.
A atuação relâmpago foi o suficiente para o técnico Abel Ferreira virar o foco da coletiva para a presidente Leila Pereira, agradecendo publicamente pela contratação. O comandante admitiu que agora tem uma “dor de cabeça boa” para montar o ataque alviverde para a sequência do mata-mata.
Jhon Arias não veio para “compor elenco”. O investimento histórico (uma das maiores compras da história do clube) foi feito para entregar resultado imediato. No lance do pênalti, ele mostrou o que o Palmeiras mais precisava: leitura de jogo e agressividade no espaço curto.
O colombiano, que já era protagonista no Brasil antes de uma passagem curta e conturbada pelo Wolverhampton, parece não ter sentido o peso da camisa. Ele chega para ser o “cérebro” das pontas, disputando espaço com Allan e permitindo que Abel mude o esquema tático sem perder a qualidade técnica.
O Tabuleiro de Abel: A “Dor de Cabeça Boa”
O Palmeiras chega à semifinal do Paulistão com um arsenal ofensivo que dá inveja a qualquer rival. Com a chegada de Arias, Abel tem perfis diferentes para cada tipo de “veneno”:
- Arias: Pausa, drible curto e inteligência para cavar faltas.
- Vitor Roque / Flaco López: Fome de gol e presença de área.
- Allan: Velocidade pura e profundidade.
- Andreas Pereira / Maurício: Criação por dentro e chegada surpresa.
O Próximo Desafio: Choque-Rei Decisivo
A tal “dor de cabeça” de Abel será testada no fogo cruzado. No próximo domingo (1/3), o Palmeiras enfrenta o São Paulo em jogo único pela semifinal do Paulistão, na Arena Barueri. Em uma partida onde o erro pode ser fatal, ter um jogador de R$ 154 milhões no banco para mudar o jogo é o luxo que define quem levanta a taça em 2026.
Arias entrega a maturidade que faltava em momentos de retranca. Ele sabe sofrer a falta, sabe o tempo certo do drible e não se desespera com a área lotada. O risco para Abel agora é puramente de gestão de ego e vestiário, mas para quem já domina a Academia de Futebol há anos, isso é café pequeno. O recado para o São Paulo e para o resto do Brasil é claro: o Palmeiras ficou ainda mais perigoso.