A chegada de Jhon Arias ao Palmeiras foi tratada como a grande contratação da temporada, mas para Abel Ferreira, o status de estrela termina na porta do CT da Barra Funda. Em uma entrevista sincera (e explosiva), o treinador português deixou claro que o colombiano vai ter que suar sangue para ser titular.
Ao se referir a Arias como a “contratação da presidente”, Abel gerou um ruído imediato nas redes sociais: afinal, o técnico pediu ou não o jogador? O recado dado na coletiva foi um choque de realidade para quem achava que o meia já chegaria vestindo a camisa 10 e a braçadeira.
“A Contratação da Presidente” do Palmeiras
O trecho que mais chamou atenção foi a forma como Abel dividiu as responsabilidades da contratação.
“Estou feliz com a contratação da presidente. Vai nos ajudar, mas está difícil para ele entrar na equipe, estamos consistentes”, disparou o treinador.
A frase soou para muitos como uma “terceirização”. Ao frisar que foi uma contratação da Leila Pereira, Abel deixou no ar que talvez Arias não fosse a peça de urgência máxima em sua prancheta, mas sim uma “oportunidade de mercado” que a diretoria quis abraçar.
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Abel foi além e mandou um recado direto para o próprio Arias e para a torcida que pede a estreia imediata do craque:
“Está difícil entrar no time. A equipe está bem e não dou camisa a ninguém. Não jogo com nome.”
O português, famoso por sua lealdade aos jogadores que cumprem suas funções táticas, deixou claro que o time atual está “consistente”. Ou seja, Estêvão, Raphael Veiga, Felipe Anderson, Maurício e companhia não vão para o banco só porque o Palmeiras abriu o cofre.
A fala de Abel soou como um “não queria ele”, mas a realidade é mais complexa. É puro suco de gestão de vestiário.
Abel não está rejeitando Arias (ele mesmo diz que “vai ajudar”), mas está marcando território. Ele manda duas mensagens simultâneas:
- Para Leila Pereira: “Você contrata quem quiser, mas aqui dentro quem escala sou eu. O dinheiro não compra titularidade.”
- Para o Elenco: “Fiquem tranquilos. Quem está correndo e ganhando jogo não vai perder a vaga de forma injusta.”
Arias chegou com status de craque do continente, mas no “Abelismo”, currículo não entra em campo. O colombiano vai ter que ralar no Paulistão e entrar aos poucos no segundo tempo. Se reclamar do banco, perde mais espaço ainda (vide o caso Scarpa no Galo). No Palmeiras, o chefe não joga com nomes. Joga com quem entrega.