O Palmeiras poderá estar prestes a realizar uma venda milionária com um jogador que, neste momento, nem sequer está no Brasil. Kaiky Naves, defesa central emprestado ao Alverca (Portugal), entrou na mira definitiva do clube europeu, e o Verdão já estipulou o preço: entre € 5 milhões e € 6 milhões (cerca de R$ 30 a R$ 38 milhões).
A informação, avançada pelo Nosso Palestra, indica que o jogador não faz parte dos planos de Abel Ferreira para o futuro e que a equipa portuguesa tenta viabilizar uma “operação casada” para fechar a compra em definitivo.
O Negócio: Palmeiras no Controlo
A situação contratual favorece o clube brasileiro. Naves está cedido ao Alverca até junho de 2026, mas tem contrato com o Palmeiras até dezembro de 2028.
- O Detalhe: O empréstimo original não tinha opção de compra. Ou seja, para ficar com o defesa, o Alverca é obrigado a negociar do zero, e o Palmeiras pode exigir o valor que entender justo.
- A Pedida: O Verdão quer vender o potencial, pedindo valores muito acima da avaliação atual de mercado (€ 2,5 milhões), apostando que o jogador irá valorizar na Europa.
A “Jogada” do Alverca e o Dedo de Vini Jr.

O Alverca, que recentemente recebeu investimento de um grupo ligado a Vinícius Júnior, não terá capacidade financeira para bancar a operação sozinho. A estratégia passa por uma “venda casada”: o clube português compraria Naves e, possivelmente, já o repassaria para outra equipa de maior dimensão em Portugal ou na Europa, ficando com uma fatia do lucro. O Palmeiras, ciente disso, exige manter uma percentagem do passe para não perder dinheiro numa futura transferência.
Fora dos Planos de Abel
A decisão de vender também passa pelo crivo técnico. Naves foi pouco utilizado antes de sair e a ida para Portugal serviu justamente para ganhar “minutagem”. Com a defesa do Palmeiras bem servida, a venda por valores na casa dos R$ 38 milhões é vista como “dinheiro limpo” para os cofres do clube, permitindo reinvestir noutras posições carentes.
Análise Moon BH: Vender Potencial é Arte
O Palmeiras está a agir com frieza de mercado europeu. Pedir 6 milhões de euros por um defesa que não é titular absoluto no Brasil é uma jogada de mestre.
Se o Alverca (e os seus investidores) aceitarem pagar este valor, o Palmeiras transforma uma “promessa” em lucro real. O segredo, porém, está nas letras miúdas: se o Alverca quer usar o jogador como “ponte” para uma revenda rápida, o Verdão tem de garantir uma cláusula de mais-valia robusta. Vender é bom, mas ver o jogador valer o triplo seis meses depois noutro clube sem ganhar nada com isso seria um erro de amador. Anderson Barros tem a faca e o queijo na mão.