A negociação entre Palmeiras e Al-Ittihad pelo atacante Luighi subiu no telhado — e o Verdão tratou de trancar a porta. O clube paulista, que prepara saídas, recusou a investida dos árabes pela Cria da Academia e o negócio, nos moldes apresentados, não vai acontecer. O motivo é duplo: o Palmeiras considerou o modelo de negócio ruim para o clube e, para piorar, existe um impeditivo técnico fatal envolvendo o calendário da FIFA.
Por que o Palmeiras Disse “Não”?
O Al-Ittihad queria levar Luighi por empréstimo com opção de compra. O Palmeiras bateu o pé:
- Proteção de Ativo: A diretoria entende que emprestar uma joia da base com preço fixado (opção de compra) é um risco desnecessário. Se o garoto estoura lá fora, o clube vende barato; se vai mal, ele volta desvalorizado. O Verdão quer venda definitiva ou uma obrigação de compra blindada.
- O “Delay” da Janela: A janela de transferências da Arábia Saudita fechou no dia 2 de fevereiro. Ou seja, mesmo que o Palmeiras aceitasse agora, o Al-Ittihad não conseguiria registrar o atleta imediatamente. O negócio perdeu o sentido de urgência.
Pouca Minutagem e Futuro em Aberto
Aos olhos da torcida, a saída parecia provável porque Luighi começou 2026 com pouco espaço.

- Números: Apenas 2 jogos e 12 minutos em campo no Brasileirão, sem gols ou assistências. A falta de rodagem alimenta os rumores, mas o Palmeiras prefere segurar o garoto a fazer um mau negócio.
Se não for para a Arábia, vai para onde?
Com o Al-Ittihad carta fora do baralho (pelo menos até o meio do ano), restam três caminhos até o dia 3 de março (fechamento da janela brasileira):
- Catar (Al-Sadd): O mercado do Catar ainda é uma opção viável e há conversas de bastidores.
- Brasil (Atlético-MG): O Galo monitora a situação de perto e pode tentar uma investida doméstica, sabendo que a janela nacional ainda permite inscrição.
- Ficar: Se nenhuma proposta de compra definitiva chegar, Luighi segue no elenco de Abel Ferreira brigando por espaço.
O Palmeiras agiu corretamente. Aceitar um “empréstimo teste” para um time da Arábia, sabendo que o garoto tem potencial de venda para a Europa ou de uso no profissional, seria assinar um atestado de incompetência comercial.