O Palmeiras decidiu mexer no elenco para “desafogar” a folha e dar rodagem a peças paradas. A diretoria alviverde avançou nas conversas para emprestar o atacante Bruno Rodrigues ao Internacional. O negócio ganhou tração nesta semana e é visto na Academia de Futebol como a melhor solução para um problema complexo: um jogador caro, que sofreu com o calvário de lesões e que, recuperado, não encontra espaço no time de Abel Ferreira em 2026.
Por que o Palmeiras libera?
A conta é pragmática. Bruno Rodrigues chegou com status de reforço de peso, mas o azar bateu à porta com duas cirurgias graves no joelho. Recuperado para 2026, a realidade foi dura: ele entrou em campo apenas três vezes neste início de temporada. Com a concorrência brutal no ataque (Estêvão, Felipe Anderson, Dudu voltando, Flaco López, Rony), Bruno virou última opção. O Verdão entende que mantê-lo no banco é desvalorizar o ativo.
O “Nó” da Negociação

O acordo está encaminhado, mas falta definir o “como”. Palmeiras e Inter discutem o formato do empréstimo:
- Divisão de Salários: Quem paga o quê? O Palmeiras quer aliviar a folha, o Inter quer dividir o custo.
- Duração: O vínculo vai até o fim de 2026?
- Opção de Compra: Haverá valor fixado para o Inter ficar com ele em definitivo? A pressa existe, já que a janela fecha em 3 de março.
Oportunidade ou Risco?
Para o Inter, é uma oportunidade de mercado: pegar um jogador talentoso em baixa para tentar recuperá-lo. Para o Palmeiras, é gestão de danos. O clube não está vendendo porque sabe que, hoje, ninguém pagaria o que foi investido. O empréstimo serve para colocar o jogador na vitrine, esperar que ele performe no Sul e, quem sabe, recuperar o valor de mercado lá na frente.
O empréstimo de Bruno Rodrigues é o reconhecimento de que o casamento entre jogador e clube, até agora, deu errado — muito por culpa das lesões, é verdade.