O Palmeiras entra na reta final da janela de transferências, que se encerra em 3 de março, com uma missão clara: organizar o elenco e atingir o orçamento bilionário aprovado para 2026. Até o momento, o Verdão já confirmou cinco saídas de peso, incluindo nomes como Raphael Veiga (emprestado ao América-MEX) e Aníbal Moreno (River Plate).
Com uma meta de arrecadação de R$ 400 milhões apenas com a negociação de atletas, a diretoria alviverde trabalha para transformar jogadores pouco utilizados ou joias da base em ativos financeiros. Para Abel Ferreira, o recado é pragmático: a “limpa” abre espaço na folha salarial para a chegada de peças que entreguem impacto imediato, como o recém-chegado Marlon Freitas.
Quem está na “barca” e quanto vale cada ativo em 2026
Para calcular os valores em reais, utilizamos o câmbio de referência de fevereiro de 2026 (€ 1 = R$ 6,20). Confira os principais nomes que podem deixar a Academia de Futebol nas próximas semanas:

- Bruno Rodrigues (Em negociação): Fora dos planos de Abel após atos de indisciplina, o atacante negocia empréstimo com o Internacional.
- Valor de mercado: € 1,5 mi (~R$ 9,3 milhões).
- Luighi (Al-Sadd no radar): A joia da base tem sondagens fortes do Catar. O Palmeiras vê no atacante uma oportunidade de venda definitiva para bater o caixa.
- Valor de mercado: € 5 mi (~R$ 31 milhões).
- Agustín Giay (Sondagens da Itália): O lateral-direito desperta interesse do Napoli. Para liberar o argentino, o Palmeiras exige valores acima da média, já que ele é considerado peça de reposição imediata.
- Valor de mercado: € 11 mi (~R$ 68,2 milhões).
- Flaco López (Valorizado): Embora seja titular, o atacante está no radar europeu. O Verdão faz jogo duro, mas uma oferta fora da curva pode destravar o negócio.
- Valor de mercado: € 20 mi (~R$ 124,1 milhões).
O impacto financeiro: O Palmeiras já bateu 30% da meta
Até o início de fevereiro de 2026, o Palmeiras já assegurou cerca de R$ 126,5 milhões em transferências. Os maiores montantes vieram de Facundo Torres (R$ 52 milhões ao Austin FC) e Aníbal Moreno (R$ 39 milhões). A saída de Raphael Veiga por empréstimo também deve gerar bônus por metas que podem alcançar US$ 10 milhões no futuro.
A estratégia da diretoria é clara: vender quem não tem minutos garantidos para investir em “alvos classe A”, como Jhon Arias e Nino. O Palmeiras parou de acumular jogadores apenas por volume e passou a tratar o elenco como uma vitrine rotativa de alta performance.