O Palmeiras decidiu que não vai vender barato. O clube alviverde e o atacante Flaco López protagonizaram um “dia do fico” milionário. Primeiro, o jogador disse um sonoro “não” a uma proposta oficial do Spartak Moscou. Depois, o Verdão subiu o muro para a Europa e sinalizou que recusou conversas na casa de € 40 milhões (R$ 248 milhões).
A diretoria, liderada por Leila Pereira, entende que o argentino virou um ativo “premium” e só aceita liberá-lo pelo valor da multa rescisória, apostando que ele valerá ainda mais após a Copa do Mundo.
O “Não” à Rússia e o Interesse de Simeone
A postura de Flaco foi decisiva. Mesmo com dinheiro na mesa do Spartak, o artilheiro descartou atuar no futebol russo neste momento da carreira. Mas o buraco é mais embaixo: gigantes de ligas maiores estão de olho. Segundo a ESPN, o Atlético de Madrid chegou a sinalizar com uma oferta estratosférica de R$ 248 milhões. A resposta do Palmeiras? Não.
O clube entende que Flaco vive seu auge técnico e físico (vem de 25 gols em 2025 e já soma 3 gols e 3 assistências em 6 jogos em 2026) e não tem pressa para vender.
A Aposta na Copa do Mundo
Por que recusar quase R$ 250 milhões? O Palmeiras tem um plano. A diretoria acredita que Flaco López tem chances reais de cavar uma vaga na Seleção Argentina e disputar a Copa do Mundo no meio do ano. Se isso acontecer, o valor de mercado do atacante explode, transformando a venda em algo histórico, possivelmente batendo recordes do futebol brasileiro.
Blindagem Total
O recado para o mercado é claro: o Palmeiras não precisa de dinheiro agora. O clube mudou a chave de “vendedor por oportunidade” para “vendedor de elite”. Quem quiser tirar o camisa 42 do Allianz Parque terá que pagar a multa ou chegar com valores que tornem a recusa impossível — e R$ 248 milhões, incrivelmente, já não são suficientes.
O recado do Palmeiras é típico de clube que quer negociar “como europeu”: não vende por necessidade, vende por precificação de topo. A recusa à Rússia reforça que o Flaco também está escolhendo a vitrine a dedo.
Ao dizer não para R$ 248 milhões, o Verdão faz uma aposta arriscada, mas calculada. O clube ganha tempo para empilhar gols, inflar o status do atleta e tentar transformar uma eventual saída em uma transferência recorde pós-Copa. Se a Europa voltar, vai ter que voltar com cifra de “tubarão” — porque, hoje, o Palmeiras não está no modo “promoção”, e sim no modo “só sai se quebrarem a banca”.