O Palmeiras ligou o modo “limpeza” para abrir espaço no elenco. O clube negocia o empréstimo do atacante Bruno Rodrigues para o Internacional, numa tentativa de dar rodagem a um ativo que custou muito caro e entregou quase nada até agora. O Verdão pagou cerca de R$ 25 milhões pelo jogador, mas viu o investimento ser corroído por duas lesões graves no joelho.
Sem espaço com Abel Ferreira e com o clube mirando reforços de peso (como Jhon Arias), a diretoria decidiu que a Vila Belmiro (ou melhor, o Beira-Rio) é o melhor destino para tentar recuperar o prejuízo.
O Drama do “Reforço de Vidro” no Palmeiras
A passagem de Bruno Rodrigues pelo Palmeiras foi um pesadelo médico.

- O Custo: Contratado por R$ 25 milhões com contrato até 2028.
- O Retorno: Apenas 16 jogos e 2 gols.
- O Motivo: Duas cirurgias seguidas (joelho direito e tendão patelar do esquerdo) tiraram o atleta de combate por quase todo o período. Em 2026, ele entrou em campo apenas três vezes.
Inter: A Aposta de Pezzolano
Para o Internacional, Bruno Rodrigues é uma “oportunidade de mercado”. O clube gaúcho, vivendo nova realidade financeira, busca jogadores para recuperar. A contratação tem um “padrinho”: o técnico Paulo Pezzolano. O treinador gosta do estilo do atacante e pediu o reforço, acreditando que pode recuperar o futebol que Bruno mostrou no Cruzeiro antes de chegar ao Verdão.
Abrindo Espaço para Estrelas
A saída de Bruno não é por acaso. O Palmeiras está inchado no ataque (Flaco, Vitor Roque, Felipe Anderson, Luighi…) e tenta trazer Jhon Arias por valores astronômicos. Manter Bruno Rodrigues parado no banco seria queimar dinheiro. O empréstimo é a última cartada para ver se o jogador volta a ser competitivo longe da pressão do Allianz Parque.
Esse negócio revela mais sobre a ambição do Palmeiras do que sobre a necessidade do Inter. O Verdão está “apertando o funil”: só fica quem decide. A paciência para recuperar jogador dentro de casa acabou, especialmente quando o elenco ganha concorrência de nível europeu.
Para o Palmeiras, emprestar é tentar salvar o ativo financeiro. Para o Inter, é uma aposta de risco clássica: se o joelho de Bruno aguentar, Pezzolano ganha um titular barato. Se não aguentar, o Colorado vira apenas uma “clínica de reabilitação” de luxo para o jogador do rival. É o tipo de negócio onde o risco médico é todo de quem recebe.