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Palmeiras é cobrado por Abel após saírem 8 jogadores e só chegar 1; veja a lista

A paciência de Abel Ferreira tem limite, e o sinal de alerta foi ligado publicamente no Palmeiras. Após a derrota para o Botafogo-SP no Paulistão, o treinador do Palmeiras não escondeu a insatisfação com o desequilíbrio na montagem do elenco para 2026. Com a janela aberta até 3 de março, o Palmeiras vive um paradoxo: encheu o cofre com vendas, aliviou a folha com empréstimos, mas esvaziou o vestiário. A frase do técnico foi um recado direto à diretoria: “Se tem saídas, tem que ter entradas”.

O Desmanche no Palmeiras: Quem Saiu e Quanto Entrou

A lista de baixas é extensa e atinge a espinha dorsal do time, incluindo lideranças históricas e vendas milionárias.

Saídas do Elenco Principal:

  1. Raphael Veiga (Meia): Empréstimo ao América-MEX (30/01). Sem custos de taxa, mas com 100% do salário pago pelos mexicanos.
  2. Facundo Torres (Atacante): Vendido ao Austin FC (23/01) por US$ 9,5 milhões (R$ 50,2 milhões).
  3. Weverton (Goleiro): Liberado para o Grêmio (13/01) sem custos, encerrando um ciclo histórico.
  4. Micael (Zagueiro): Empréstimo ao Inter Miami (07/01) com opção de compra.
  5. Aníbal Moreno (Volante): Vendido ao River Plate (20/12/25) por US$ 7 milhões (R$ 38,7 milhões).

Outras Saídas (Empréstimos):

  • Caio Paulista: Grêmio.
  • Gilberto: Athletico-PR.
  • Rômulo: Novorizontino.

Saldo Financeiro: Apenas com Aníbal e Facundo, o Palmeiras arrecadou cerca de R$ 89 milhões.

A Única Chegada: Marlon Freitas

Vítor Silva/Botafogo

Enquanto a porta de saída girou rápido, a de entrada teve apenas um movimento relevante até agora.

A conta de Abel é simples: saíram um goleiro titular, o principal meia, um volante titular, um atacante de lado e opções de defesa. Chegou apenas um volante.

O Diagnóstico de Abel

A cobrança pública não é apenas por “número”, é por reposição de peso. O Palmeiras perdeu referências técnicas e de liderança. O clube monitora o mercado (o nome de Jhon Arias é o sonho de consumo), mas as negociações estão travadas. Abel sabe que, sem reposição à altura, a conta do desempenho chegará antes da conta bancária fechar no azul.

O Palmeiras está vivendo o tipo de janela que agrada o diretor financeiro e desespera o treinador. Vender bem (R$ 89 milhões em caixa) e limpar a folha (saídas de Veiga e Weverton) é ótimo para o balanço, mas enfraquece o produto final em campo.

Abel Ferreira conhece o futebol brasileiro: basta um tropeço com o time enfraquecido para a “gestão responsável” virar “crise de planejamento”. Ao cobrar publicamente, Abel joga a responsabilidade no colo de Leila Pereira. Repor goleiro, meia e ponta com “apostas baratas” costuma sair caro em pontos perdidos. Se o Palmeiras quiser competir com rivais que estão gastando centenas de milhões, precisará transformar o dinheiro das vendas em 2 ou 3 titulares prontos “para ontem”.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.