O Palmeiras já prepara o terreno para uma possível mudança na lateral-direita. Com o argentino Agustín Giay atraindo sondagens e podendo virar venda nesta janela, a diretoria alviverde definiu seu alvo de reposição imediata: Paulo Henrique, do Vasco.
A avaliação interna é de que o jogador cruz-maltino tem o perfil de “pronto para jogar”, evitando o tempo de adaptação que uma aposta estrangeira exigiria. O problema, porém, é a etiqueta de preço que vem de São Januário.
O Muro de São Januário: R$ 55 Milhões
O interesse do Palmeiras esbarra na blindagem vascaína. O clube carioca, ciente da valorização de seu ativo, estabeleceu um piso alto para abrir conversas: US$ 10 milhões (cerca de R$ 55,3 milhões).
Os motivos para a pedida alta são claros:
- Contrato Longo: Paulo Henrique tem vínculo até dezembro de 2028.
- Desempenho: Ele vem de sua melhor temporada na carreira. Em 2025, foi eleito por muitos como o melhor da posição no Brasileirão, somando 13 participações diretas em gols (5 gols e 8 assistências).
Por que Paulo Henrique no Palmeiras?

Além dos números ofensivos, um detalhe técnico chamou a atenção do scout do Palmeiras: a facilidade de Paulo Henrique com a perna esquerda. Apelidado informalmente de “lateral-direito mais canhoto do Brasil”, ele oferece a Abel Ferreira uma variabilidade de condução e drible por dentro que poucos laterais destros possuem.
Hoje, o Palmeiras conta com Giay e Khellven (ex-CSKA) para o setor. A chegada de Paulo Henrique só deve avançar de fato se a saída do argentino se concretizar, transformando o dinheiro da venda em reinvestimento seguro.
Se o Palmeiras pagar R$ 55 milhões por um lateral de 29 anos (ou idade próxima de auge), estará comprando segurança, não revenda. O movimento sinaliza que Abel Ferreira cansou de apostas na defesa.
Agustín Giay tem teto alto, mas oscila. Paulo Henrique entregou regularidade e impacto ofensivo em um time do Vasco que oscilou muito. Pagar essa fortuna faz sentido apenas se a venda de Giay cobrir o custo e sobrar caixa. Do contrário, é um luxo caro para uma posição onde o Palmeiras já investiu pesado recentemente. O recado é claro: em 2026, o Verdão quer “casca” de Série A para não sofrer na defesa.