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Palmeiras faturou R$ 125 milhões em janeiro. Quanto falta pra bater a meta?

O ano mal começou e o Palmeiras já respira aliviado quando o assunto é finanças. Antes mesmo de janeiro terminar, o clube atingiu a marca de R$ 125 milhões em receitas com transferências de atletas. O valor impressiona pela velocidade: em menos de 30 dias, o Verdão cumpriu cerca de 31% da meta anual de vendas, estipulada em R$ 399,6 milhões no orçamento de 2026.

A Origem do Dinheiro no Palmeiras: Vendas Diretas e “Invisíveis”

O montante não veio apenas de quem estava vestindo a camisa alviverde agora. O clube lucrou alto com negociações diretas, percentuais de ex-jogadores e mecanismo de solidariedade da FIFA. Confira o detalhamento do “pacote de janeiro” (segundo levantamento do Blog do Nicola/R7):

  1. Facundo Torres (Austin FC): A maior fatia. Venda direta por cerca de R$ 51 milhões. Além do caixa, o clube “limpou” um salário alto de um jogador que oscilou.
  2. Aníbal Moreno (River Plate): O volante retornou à Argentina rendendo cerca de R$ 39 milhões aos cofres.
  3. Jhon Jhon (Zenit): O “pulo do gato”. Mesmo jogando no Bragantino, o meia renderá cerca de R$ 25 milhões ao Palmeiras (que manteve 20% dos direitos) na venda milionária para a Rússia.
  4. Breno Lopes (Coritiba): Venda de 50% dos direitos por R$ 7,5 milhões.
  5. Luis Guilherme (Sporting): Mecanismo de solidariedade pela transferência do West Ham para Portugal, gerando cerca de R$ 2,5 milhões.

O Poder do “Não”

Ter R$ 125 milhões em caixa logo em janeiro muda a postura do Palmeiras no mercado. O clube deixa de ter a “corda no pescoço” para vender titulares a qualquer preço.

(Foto: Cesar Greco)

Isso impacta diretamente, por exemplo, nas sondagens por Raphael Veiga. Com o fluxo de caixa garantido e 30% da meta batida, a diretoria ganha força para recusar propostas medianas ou modelos de negócio que não agradem (como empréstimos com obrigações complexas). O Verdão agora só vende se quiser, não porque precisa pagar a conta de luz.

Análise Moon BH: A Máquina de Fazer Dinheiro

O Palmeiras atingiu um nível de maturidade de mercado que poucos clubes na América do Sul possuem. O caso de Jhon Jhon é o exemplo perfeito: o clube vendeu, manteve percentual e lucrou de novo sem o jogador sequer pisar na Academia de Futebol em 2026. Isso não é sorte, é gestão de contrato.

Ao garantir R$ 125 milhões no primeiro mês do ano, o Palmeiras compra o ativo mais valioso do futebol: tranquilidade. Enquanto rivais vendem o almoço para pagar o jantar, o Verdão pode se dar ao luxo de esperar a proposta perfeita ou segurar seu elenco para brigar por títulos. O ano financeiro está encaminhado; o desafio agora é fazer esse dinheiro virar taça.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.