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Palmeiras: Khellven marca contra e é o grande vilão do 1° jogo, contra o Atlético-MG

A estreia do Palmeiras no Brasileirão 2026 foi um teste de nervos para o torcedor. Em um jogo elétrico na Arena MRV, o Verdão ficou no empate por 2 a 2 contra o Atlético-MG nesta quarta-feira (28). O resultado, embora valioso fora de casa, teve um gosto amargo devido a um erro individual que quase custou a partida: o lateral Khellven marcou um gol contra bizarro no segundo tempo, complicando uma noite que parecia sob controle.

O Lance Fatal: Como Khellven “entregou” a vantagem do Palmeiras

O momento que definiu a narrativa do “quase derrota” aconteceu no início da etapa final. Com o jogo empatado em 1 a 1 (após gols de Flaco López e Victor Hugo no 1º tempo), o Atlético-MG voltou pressionando.

Aos minutos iniciais do 2º tempo, o meia Gustavo Scarpa (ex-Palmeiras e agora no Galo) cruzou uma bola venenosa da direita. Khellven, na tentativa de cortar, posicionou o corpo de forma equivocada e acabou desviando contra a própria meta, sem chances para o goleiro Carlos Miguel. O lance, uma infelicidade técnica, colocou o Atlético em vantagem (2 a 1) e incendiou a Arena MRV, transformando o lateral no vilão momentâneo da noite.

A Redenção: Vitor Roque Sai do Banco

Abel Ferreira precisou agir rápido para não sair de Belo Horizonte com a derrota. O treinador lançou Vitor Roque (que começou no banco) para dar profundidade ao ataque.

A estrela do camisa 9 brilhou na reta final. Aproveitando um lançamento longo da defesa e uma desatenção da zaga atleticana, Vitor Roque ganhou na corrida, invadiu a área e tocou na saída de Everson para decretar o 2 a 2. O gol salvou a pele de Khellven e garantiu um ponto importante na tabela.

Resumo da Ópera

Foto: Pedro Souza / Atlético
  • 1º Tempo: Equilíbrio. Flaco López abriu o placar de cabeça (27′), mas Victor Hugo empatou no oportunismo (44′).
  • 2º Tempo: Drama e reação. Khellven fez contra após cruzamento de Scarpa, virando para o Galo. Vitor Roque, vindo do banco, buscou o empate definitivo.

Análise Moon BH: O Preço do Detalhe

O lance de Khellven serve de alerta para o nível de concentração exigido em 2026. Em um jogo desse tamanho, “entregar” um gol de graça — especialmente numa bola cruzada que não parecia fatal — é o tipo de erro que costuma decidir campeonatos.

Khellven teve sorte (e competência do elenco) de ter um companheiro como Vitor Roque para limpar a barra. O Palmeiras mostrou resiliência para buscar o 2 a 2 num território hostil, mas a lição fica: o sistema defensivo, sólido com Gómez e Murilo, não pode depender de falhas individuais nos flancos. O empate foi “lucro” pelo desenho do segundo tempo, mas o Verdão sai sabendo que poderia ter vencido se não tivesse jogado contra o próprio patrimônio.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.