A possível venda de Raphael Veiga para o futebol mexicano envolve uma matemática que vai muito além da taxa de transferência. Nos bastidores da Academia de Futebol, a saída do camisa 23 é vista também como um “reset” financeiro na folha salarial do Palmeiras. Estima-se que Veiga receba cerca de R$ 1,3 milhão por mês (entre CLT e direitos de imagem), um dos maiores vencimentos do elenco.
A “Folga” de R$ 15,6 Milhões no Palmeiras
Na ponta do lápis, tirar esse custo da folha gera uma economia anual direta de aproximadamente R$ 15,6 milhões, sem contar encargos e premiações. Para um clube que aprovou um orçamento de R$ 613,5 milhões para “pessoal e imagem” em 2026, esse espaço é valioso.
Essa margem no orçamento permite ao Palmeiras ir ao mercado com agressividade. Com esse valor “liberado”, o clube ganha fôlego para oferecer um pacote salarial de elite para uma nova estrela mundial ou, estrategicamente, dividir o montante para trazer dois titulares de alto nível (na faixa de R$ 600-700 mil cada).
A “Dupla Alavanca”: Venda + Economia
Além da economia mensal, entra o dinheiro da venda. O Palmeiras trabalha com uma pedida na casa dos US$ 10 milhões (R$ 53,6 milhões) para liberar o meia ao América do México.

Somando o valor da transferência com o alívio na folha, a diretoria teria em mãos um “pacote” de quase R$ 70 milhões de impacto no primeiro ano para buscar reposição. Isso dá a Anderson Barros e Leila Pereira o poder de pagar luvas altas e salários competitivos sem estourar o teto de gastos ou comprometer a meta de vendas de R$ 399 milhões prevista para o ano.
Análise Moon BH: O Perigo da Planilha
Financeiramente, a troca faz todo sentido: vende-se um veterano de 30 anos, faz caixa e limpa a folha. Mas o futebol não é jogado no Excel.
Raphael Veiga entrega números (gols e assistências) que justificam cada centavo do seu R$ 1,3 milhão. O risco do Palmeiras é usar essa “folga” orçamentária para trazer apostas que custam menos, mas não decidem jogo. Se a diretoria usar o dinheiro para trazer um substituto do mesmo quilate, a torcida aplaude. Se usar apenas para “fechar o balanço” no azul, o time perde a alma criativa e o preço será cobrado no campo.