A sexta-feira (23) amanheceu com cara de despedida definitiva na Academia de Futebol. Segundo apuração exclusiva da ESPN México, o ciclo de Raphael Veiga no Palmeiras chegou ao fim. O meia de 30 anos tem um acordo verbal selado com o América do México e deve viajar nas próximas horas para a capital mexicana, onde realizará exames médicos e assinará contrato no fim de semana.
A operação marca o encerramento de uma das parcerias mais vitoriosas da história do clube. Veiga não sai apenas como um titular, mas como o maior artilheiro do Palmeiras no século XXI (109 gols) e o “Rei do Allianz Parque”. A decisão de aceitar o desafio no exterior foi impulsionada pelo desejo do técnico brasileiro André Jardine e pela vontade do próprio jogador de buscar “novos ares” após uma temporada de 2025 desgastante.
A Engenharia do Negócio: US$ 10 Milhões
Para tirar o ídolo do Verdão, o América montou uma operação financeira inteligente para driblar o orçamento imediato.
- O Modelo: Empréstimo com compra obrigatória no ano seguinte.
- O Valor: O pacote total gira em torno de US$ 10 milhões (cerca de R$ 53,6 milhões). O Palmeiras recebe uma parte agora e garante o restante no futuro, diluindo o impacto no caixa dos mexicanos.
- O Salário: Veiga chegará com status de estrela, recebendo cerca de US$ 2,7 milhões por ano (livres de impostos), o que o coloca no topo da folha salarial do clube.
O “Dedo” de Jardine e a Trava Burocrática

A negociação teve um trunfo: André Jardine. O técnico brasileiro, campeão olímpico e ídolo no América, pediu Veiga expressamente para ser o “camisa 10” que falta ao time. O auxiliar Paulo Victor também foi peça-chave para convencer o jogador. Porém, ainda falta um detalhe para o anúncio oficial: a vaga de estrangeiro. O América precisa liberar um jogador “Não Formado no México” (NFM) para registrar o brasileiro. Os nomes de Víctor Dávila e José Zúñiga são os mais cotados para sair e abrir o espaço necessário.
O Tamanho do Buraco no Palmeiras
A saída de Veiga obriga Abel Ferreira a reinventar o setor ofensivo em 2026. O Palmeiras perde sua referência em:
- Bolas Paradas: Pênaltis, escanteios e faltas eram propriedade de Veiga.
- Decisão: Em jogos travados, o chute de fora da área do camisa 23 era o “atalho” para a vitória.
- História: Substituir um jogador com 57 gols no Allianz Parque não é tarefa para qualquer reforço.