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Palmeiras e a “Síndrome de Ex”: Goleada histórica acionou busca por Danilo e expõe o medo

A goleada de 4 a 0 sofrida para o Novorizontino não foi apenas um “acidente de percurso”. Foi a pior derrota da Era Abel Ferreira, um soco no estômago que gerou pichações no Allianz Parque e colocou a gestão de Leila Pereira na parede. Quando um gigante sangra dessa maneira, o futebol brasileiro aciona um fenômeno quase automático: a “Síndrome de Ex” no Palmeiras.

De repente, o nome de Danilo volta a ganhar força nos bastidores e nas redes sociais. Não é coincidência. Em momentos de turbulência, clubes tendem a buscar refúgio no passado. Repatriar um ídolo deixa de ser apenas uma decisão técnica e vira uma jogada de gestão de crise: é a tentativa de trazer alguém que já deu certo para acalmar um ambiente que parece dar errado.

O “Ex” como Escudo do Palmeiras

Por que olhar para trás agora?

  1. A Mensagem: Trazer um Danilo de volta é dizer ao torcedor: “Nós entendemos o que falta. Trouxemos a alma do time de volta”. Funciona como um analgésico imediato para a arquibancada.
  2. Risco Zero de Adaptação: Depois de um vexame, a tolerância para “apostas” é zero. O Palmeiras não quer um reforço que precise de 6 meses para entender o esquema de Abel. O “Ex” já conhece o caminho do vestiário e o peso da camisa.

A Oportunidade de Mercado: O Caos no Botafogo

A busca por Danilo não é apenas nostalgia; há um contexto de mercado que alimenta o sonho. O volante, vendido por € 22 milhões ao Botafogo em 2025 (maior compra da história do clube carioca), vive um momento de incerteza.

Foto: Vítor Silva/Botafogo
  • A Turbulência: O ge revelou que Danilo considerou pedir rescisão por atrasos em direitos de imagem e FGTS no Rio de Janeiro.
  • A Concorrência: O Flamengo também monitora a situação. Para o Palmeiras, tentar repatriá-lo agora une o útil (resolver o meio-campo) ao agradável (evitar que um ídolo vá para um rival direto e aproveitar a crise financeira do Botafogo).

O Perigo da Nostalgia: Solução ou Muleta?

A “Síndrome de Ex” tem um lado sombrio. Muitas vezes, o clube contrata a memória do jogador, não o atleta atual.

  • A “Taxa de Idolatria”: O Palmeiras corre o risco de pagar caro (salário e luvas) para trazer “paz”, ignorando se o jogador ainda tem a mesma fome ou encaixe tático de anos atrás.
  • O Atalho: Buscar ex-jogadores pode mascarar a incompetência do departamento de futebol em mapear novas soluções. É mais fácil ligar para um velho conhecido do que ter convicção em um nome novo.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.