O Palmeiras entrou em 2026 com um plano ambicioso e uma calculadora na mão. Para cumprir a promessa de trazer título importantes em 2026, a diretoria precisa bater uma meta de vendas agressiva, incluindo com vendas de jogadores: arrecadar R$ 384 milhões com negociações de atletas. Enquanto saídas pontuais de jovens da base (como Luighi) ajudam, elas não resolvem o problema macro. É nesse cenário que o nome de Agustín Giay ganha força nos bastidores não como um “descarte”, mas como o ativo mais líquido para encher o cofre alviverde rapidamente.
O lateral argentino, contratado a peso de ouro do San Lorenzo, vive um paradoxo: é extremamente valorizado no mercado internacional, mas ainda oscila entre a titularidade e o banco de reservas no time de Abel Ferreira. Com clubes da Itália (Milan e Napoli) monitorando seus passos, Giay pode virar a “moeda de troca” que o Palmeiras precisa para destravar seu próprio mercado de compras.
O Valor de Mercado de Giay: € 11 Milhões
Segundo a plataforma especializada Transfermarkt, Giay está avaliado hoje em € 11 milhões (cerca de R$ 68,7 milhões).
- O Contrato: O jogador renovou vínculo até o fim de 2030, o que protege o Palmeiras de qualquer investida baixa.
- A Lógica: O Verdão pagou cerca de R$ 41 milhões por ele. Vendê-lo agora por algo próximo de R$ 70 ou R$ 80 milhões representaria um lucro financeiro rápido e significativo, recuperando o investimento e gerando “gordura” para o orçamento.
Por Que Vender Agora?

A pressão por vendas em 2026 é maior do que em anos anteriores. O Palmeiras não quer apenas “fechar no azul”; quer ter capacidade de investimento. Apurações da ESPN indicam que o clube mantém conversas por reforços caros (na casa dos € 20 milhões).
Para comprar um jogador desse nível sem comprometer a saúde financeira, Leila Pereira precisa vender alguém de nível parecido. Giay, por ter passaporte sul-americano de elite, idade olímpica e mercado na Série A italiana, é o candidato perfeito: rende muito dinheiro e sua saída é “reponível” com peças que já estão no elenco (Mayke/Rocha).
Itália no Radar
O assédio europeu não é novidade. Milan, Napoli e Roma já sondaram a situação do lateral. Se o Palmeiras receber uma proposta oficial na casa dos € 12 a € 15 milhões, dificilmente dirá não. A gestão alviverde entende que o ciclo de vendas precisa girar. Vender um lateral que não é titular absoluto por uma fortuna é o tipo de negócio que permite ao clube buscar um “camisa 10” ou um “camisa 9” incontestável.