O Palmeiras protagonizou nesta quarta-feira (21) uma das demonstrações de força financeira mais impressionantes da história recente do futebol sul-americano. O clube recusou uma oferta formal do Napoli, da Itália, pelo meia-atacante Allan. Os valores colocados na mesa pelos italianos fariam qualquer outro clube brasileiro assinar a venda na hora: € 35 milhões (R$ 218,7 milhões) fixos, mais € 5 milhões (R$ 31,2 milhões) em bônus por metas. No total, o pacote rejeitado beira os R$ 250 milhões.
A decisão da presidente Leila Pereira e do departamento de futebol não foi um ato de teimosia, mas uma estratégia de mercado calculada. Ao dizer “não” para um quarto de bilhão de reais, o Palmeiras envia um recado claro à Europa: suas joias não são mais vendidas por preços de “oportunidade”. Para levar Allan, titular absoluto e homem de confiança de Abel Ferreira, o comprador terá que atingir a “Prateleira Endrick/Estêvão” — ou seja, valores acima de € 45 milhões (quase R$ 290 milhões).
A Nova Régua do Palmeiras: € 45 Milhões ou Nada
O Napoli não foi o primeiro a tentar. O Zenit (Rússia) e o Newcastle (Inglaterra) já haviam sondado o terreno, com os russos acenando com € 25 milhões. O Napoli subiu a aposta consideravelmente, mas esbarrou na nova política alviverde. Segundo apurações da ESPN e do ge, o Palmeiras entende que Allan, após uma temporada de 2025 com 54 jogos e protagonismo tático, vale tanto quanto as vendas recordes recentes.

- O Recado: O clube não precisa de caixa urgente. Com as finanças equilibradas, o Verdão se dá ao luxo de segurar o ativo para valorizá-lo ainda mais na Libertadores e no Brasileirão 2026.
O Risco da Ousadia de Leila e Abel
Recusar R$ 250 milhões é um movimento de alto risco. O futebol é dinâmico, e uma lesão ou queda de rendimento pode desvalorizar o ativo em meses. No entanto, o Palmeiras aposta na consolidação de Allan como um astro internacional.
A diretoria acredita que, se ele mantiver o nível em 2026, os € 35 milhões do Napoli parecerão “pouco” na próxima janela, quando gigantes com orçamentos maiores (como Real Madrid ou City) puderem entrar na briga.