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Como o Palmeiras recusou R$ 50 milhões do Al-Hilal e fixou preço de joia

O Palmeiras deu mais uma demonstração de força e paciência na gestão de suas categorias de base ao recusar uma investida milionária do Al-Hilal, da Arábia Saudita, pelo atacante Riquelme Fillipi. Nos bastidores, o clube árabe sinalizou com uma oferta na casa dos R$ 50 milhões, valor que foi prontamente descartado pela diretoria alviverde.

O “não” do Verdão não é apenas uma negativa protocolar; é um recado claro ao mercado internacional de que a “prateleira” de suas joias mudou. Tratando Riquelme como o sucessor natural da linhagem de Endrick e Estêvão, o Palmeiras entende que o ativo vale muito mais e usa o poderio financeiro dos sauditas para testar o limite da negociação, calibrando a etiqueta de preço também para os interessados da Europa.

A recusa tem base em números concretos e precedentes recentes. O Palmeiras não vê sentido em negociar uma promessa com teto de evolução tão alto por um valor considerado “de entrada”.

Quando o Zenit demonstrou interesse em 2025, o clube trabalha com uma régua de negociação próxima aos € 15 milhões (cerca de R$ 96 milhões), somando fixo e bônus. Ou seja, a oferta árabe de R$ 50 milhões representa praticamente metade do que o Verdão entende ser o valor justo. Ao rejeitar a proposta, a diretoria sinaliza que Riquelme já passou do estágio de “aposta vendável” para “realidade cara”.

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Foto: Divulgação

A recusa ao Al-Hilal também serve para movimentar o tabuleiro europeu. Com sondagens recentes de clubes como o Copenhagen (Dinamarca), o Palmeiras cria um cenário de concorrência. Ao dizer “não” para o dinheiro árabe, o Verdão avisa à Europa:

Se quiserem levar, terão que pagar preço de protagonista. A estratégia é forçar o Al-Hilal a subir a oferta para o patamar dos R$ 90-100 milhões ou, caso contrário, manter o jogador e valorizá-lo em competições continentais, onde a vitrine natural já eleva o preço.

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Recusar R$ 50 milhões por um garoto da base não é “loucura”, é leitura de mercado. O Palmeiras aprendeu, com as vendas de Endrick, Estêvão e Luis Guilherme, que o mercado paga o que o clube exige, desde que o talento seja real. Ao rejeitar a primeira investida do Al-Hilal, o Palmeiras não está fechando a porta; está apenas dizendo que a entrada custa mais caro.

É uma aula de como gerir ativos: o Verdão usa o dinheiro saudita como alavanca para educar o mercado. Se querem a próxima joia do futebol brasileiro, não adianta vir com o “troco” do petróleo; tem que vir com o caminhão forte.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.